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Coronavírus altera reajuste de preço dos medicamentos

O reajuste de preço dos medicamentos será postergado para remédios usados no combate ao novo coronavírus, o COVID-19

O secretário da ciência, tecnologia e insumos estratégicos, Denizar Vianna, anunciou ontem (25/03), em transmissão on-line, que a Câmara de Regulação de Medicamentos (CMED) adiará o reajuste de preço de medicamentos e itens ligados ao tratamento do novo coronavírus, o COVID-19.

Contudo, os demais medicamentos terão seu aumento mantido para o primeiro dia do mês de abril. 

“Estamos em um momento delicado. Os insumos para a produção de medicamentos são comprados em dólares e houve um aumento importante no preço da moeda americana. Além disso, há uma escassez da oferta mundial de insumos na área de farmacoquímica e temos a preocupação de não gerar o desabastecimento. Então o reajuste acontecerá, mas os itens relacionados ao COVID-19 terão seu aumento postergado”, conclui o secretário. 

Reajuste de medicamentos ficaria entre 3,15% e 5,13%

O reajuste de preços nos medicamentos para 2020 já tem uma previsão. A secretaria executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicou, no Diário Oficial da União, que o Fator de Ajuste de Preços Relativos Entre Setores (Fator Y) foi fixado em 1,20%.

Considerando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre março de 2019 e fevereiro de 2020 alcançou 3,93%; que o Fator X foi de 1,98% e que o Fator Z foi estipulado em 1,98% para o nível 1; 0,99% para o nível 2; e 0,00% para o nível 3, cálculos preliminares do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) concluíram que, no nível 1, o reajuste deve atingir 5,13%; no nível 2, 4,14% e; no nível, 3,15%.

Desse modo, conclui-se, assim, que o reajuste de preços de 2020 voltará a apresentar três diferentes níveis de reajuste, diferentemente do reajuste linear autorizado em 2019.

Em primeiro lugar, o Nível 1 é categoria com maior participação de genéricos (genéricos têm faturamento igual ou superior a 20%) e, portanto, um teto mais alto de reajuste.

Em segundo lugar, o Nível 2, com partição média de genéricos (representam entre 15% e 20% do faturamento), tem um teto de reajuste médio.

Por fim, o Nível 3 é a categoria com menor participação de genéricos (inferior a 15% do faturamento) e, portanto, com menor concorrência de mercado e mais baixo índice de reajuste.

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

 

Sobre o colunista

Victoria Nascimento

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