Criminosos compram registros de drogarias credenciadas no ‘Farmácia Popular’ para desviar dinheiro público

Ao acessar o aplicativo ConecteSUS, brasileiros descobriram que tiveram o CPF usado pelos criminosos para a retirada de medicamentos

No último domingo (15), o Fantástico apresentou o resultado de uma investigação jornalística sobre um problema crônico brasileiro: o desvio de dinheiro público do programa Farmácia Popular, do governo federal com fraudes que provocam um rombo bilionário nos cofres públicos, tem até farmácia fantasma.

A função mais conhecida do ConectSUS: ser um comprovante de que você tomou todas as doses da vacina contra a Covid-19. No entanto, ao mostrar também o histórico de atendimentos na rede pública de saúde, o aplicativo se tornou o dedo duro de uma fraude.

E aí, muita gente teve a mesma surpresa: no aplicativo, aparece a retirada de remédios, todavia, a verdade é que a pessoa nunca pegou nem solicitou nada.

Farmácia Popular na mira dos criminosos

Por exemplo: Luiz Felipe mora em São Paulo, que fica a mais de mil quilômetros de Sidrolândia. Já o John vive no Rio Grande do Sul. E nunca esteve em Pitangueiras, no interior paulista, a 1.500 de distância.

A saber, os remédios liberados irregularmente são do programa Farmácia Popular, do governo federal, que fornece medicamentos para diversas doenças, como hipertensão, diabetes, asma e colesterol alto.

Os golpistas faziam a compra e a venda das chamadas farmácias populares. Principalmente, para aplicar golpes e driblar a burocracia, porque o processo normal para ter um estabelecimento credenciado no Farmácia Popular costuma ser demorado. E o governo suspendeu temporariamente novos credenciamentos. Por isso, então, o fraudador compra o CNPJ de drogarias já habilitadas pelo governo.

Farmácias fantasmas

O MS, contudo, informou que, quando as pessoas descobrirem que tiveram o nome usado indevidamente, a recomendação é procurar a ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde). Sobre o problema das farmácias fantasmas o diretor do DenaSus, Cláudio Azevedo Costa disse.

“Nós criamos uma nova metodologia baseada em matriz de risco. É como se fosse uma malha fina e a gente consegue identificar os pequenos casos e a gente direciona a ação do Denasus naqueles casos de risco maior”, afirma Costa.

Quanto à existência de farmácias fantasmas e à demora na realização de fiscalizações, o diretor do Denasus reconheceu os problemas e prometeu mudanças.

Na quinta-feira passada (12), o MS anunciou que o novo modelo de fiscalização já entrou em vigor.

Fontes: G1 e UOL

Foto: Farmácia Popular

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