
Quando a falta de ferro deixa marcas no corpo e na rotina, conhecer os sintomas é o primeiro passo para prevenir e tratar. Veja como a suplementação de ferro pode ser aliada.
Anualmente, em 13 de fevereiro, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Anemia, data que tem a meta de chamar a atenção global para a doença e, em especial, para a deficiência de ferro 1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que bilhões de pessoas no mundo convivem com anemia, e os grupos mais vulneráveis são crianças,
gestantes, mulheres em idade reprodutiva e adolescentes, especialmente em regiões de renda mais baixa 2. No Brasil, a situação também preocupa: segundo dados do Ministério da Saúde (MS), cerca de 20,9% das crianças menores de 5 anos apresentam anemia, e aproximadamente 29,4% das mulheres adultas têm deficiência de ferro 3. A forma mais comum da doença é a anemia ferropriva, ou seja, causada por deficiência de ferro, responsável por cerca de 90% dos casos de anemia 4.
Como reduzir os impactos da doença
Para reduzir o impacto da anemia, seja ela individual ou social, é fundamental incentivar dietas ricas em ferro. Isso pode ser feito com alimentos de origem animal, leguminosas, vegetais, além de micronutrientes essenciais 3. Nos casos em que a alimentação não é suficiente, a suplementação de ferro se torna necessária, especialmente para grupos de risco 3. É importante reforçar que suplementação é essencial para corrigir esta deficiência que impede o organismo de produzir hemoglobina suficiente, restaurando a oxigenação dos
tecidos 3. Ela ajuda a reduzir sintomas que colocam a qualidade de vida em risco (veja box).
Portanto, no Dia Mundial de Conscientização sobre a Anemia, vale a reflexão de que a anemia é um problema que não pode ser subestimado e que o quadro pode ser evitado e tratado, desde que se tenha diagnóstico, atenção e ação coletiva.
BOX: Sinais de alerta para a doença 1,2,5
– Cansaço constante, falta de disposição, fraqueza e sonolência;
– Palidez da pele e das mucosas;
– Dificuldade de concentração;
– Irritabilidade e redução do rendimento no estudo ou no trabalho;
– Em crianças: atraso no crescimento, menor desempenho escolar e vulnerabilidade a infecções
– Em gestantes: risco aumentado de complicações na gestação, parto prematuro e consequências negativas para o bebê.
Referências
1. World Anemia Awareness – 13 de Fevereiro de 2025. Disponível em: worldanemiaawareness.com/about-world-anemia-awareness-day. Acesso em: 03/12/2025.
2. World Health Organization. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/anaemia. Acesso em: 03/12/2025.
3. Ministério da Saúde – Deficiência de Ferro. Disponível em: www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/nutrisus/deficiencia-de-ferro. Acesso em: 03/12/2025.
4. Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde. Disponível em:bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/69anemia.html. Acesso em: 03/12/2025.
5. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Anemia por Deficiência de Ferro. Disponível em: www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2023/relatorio-tecnico-pcdt-anemia-por-deficiencia-de-ferro. Acesso em: 03/12/2025.
Fonte: FQM
Foto: Shutterstock