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Dia Nacional da Saúde marca 150 anos; Oswaldo Cruz é destaque

Data tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária

Hoje, sexta-feira (5) é o Dia Nacional da Saúde. A data, de acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde, foi escolhida em homenagem a Oswaldo Cruz e tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária.

Mas, quem foi Oswaldo Cruz?

Oswaldo Cruz foi um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da febre amarela, peste bubônica e a varíola no Brasil. Especialista pelo Instituto Pasteur, de Paris, em microbiologia, soroterapia, imunologia e medicina legal no Instituto de Toxicologia, o médico sanitarista viveu no século passado e recebeu diversos reconhecimentos pela sua atuação na saúde pública.

A peste bubônica 

Ainda jovem, chegou ao comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP) e precisou, então, empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital federal: que na época eram febre amarela, peste bubônica e varíola – o desafio não era nada pequeno.

De acordo com o Portal da Fiocruz, o cientista adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos –, e a desinfecção das moradias em áreas de focos.

Seus métodos e campanhas de saneamento foram responsáveis por, em poucos meses, diminuir a incidência de peste bubônica. 

Febre amarela 

Na mesma época (início do século 20), o especialista também precisou lidar com o surto de febra amarela.

Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes.

No entanto, Oswaldo Cruz tinha sua teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. 

Em meio a críticas e violenta reação popular (devido suas ações radicais), o médico implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Assim, Oswaldo Cruz venceu, na época, o mosquito Aedes aegypti (responsável também pela dengue, zika e a chicungunha).

Surto de varíola 

Em 1904, chegou o surto da varíola.

O sanitarista tentou, então, promover a vacinação em massa da população, no entanto, os os jornais lançaram uma campanha contra a medida, a população se revoltou e o Congresso acatou a não obrigatoriedade.

Em 1908, portanto, em uma nova epidemia de varíola, a própria população decidiu então procurar os postos de vacinação.

A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro.

Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país. 

Já em 1908, foi considerado um herói nacional e, no ano seguinte, o instituto no qual atuava, Instituto Soroterápico Federal (ou Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos) passou, então, a levar seu nome – o qual conhecemos hoje como Instituto Oswaldo Cruz.

Em 1913, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1915, por motivos de saúde, abandonou a direção do Instituto e mudou-se para Petrópolis, onde se tornou prefeito.

Oswaldo Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872 e faleceu em 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos, devido uma insuficiência renal.

Fonte: Olhar Digital

Foto: Shutterstock

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