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Entenda a importância das atividades físicas para quem sofre de doença de Parkinson

No ano de 2015, o número mundial de indivíduos com Parkinson era de mais de seis milhões de pessoas no mundo. Por ser uma doença mais comum em idosos acima de 65 anos, estima-se que esse número deve chegar a 12 milhões até 2040. Fatores adicionais, como crescente aumento da longevidade podem elevar esse número para mais de 17 milhões, estimam os cientistas. Aqui, no Brasil, a doença de Parkinson atinge cerca de 200 mil pessoas.

Essa enfermidade é responsável por deixar os músculos mais rígidos, causando tremores que prejudicam os movimentos do individuo. Dependendo da gravidade do caso, ela também pode prejudicar a fala, a cognição e a memória de quem tem o problema.

Por ser uma doença que não tem cura, é importante encontrar formas de se controlar os sintomas. ‘Nesse sentido, os exercícios físicos são grandes aliados para se retardar a evolução do problema, bem como melhorar o bem estar e a qualidade de vida de quem sofre desse mal, afirma o Educador Físico Lucas Serralheiro Cardoso, especialista em Prevenção de Lesões e Doenças Musculoesqueléticas.

De acordo com o especialista a prática de atividades pode ajudar nos seguintes aspectos:

  • Progresso no equilíbrio e diminuição do tremor, o que evita acidentes e quedas;
  • Redução na rigidez muscular, ampliando a movimentação e diminuindo os sintomas dolorosos;
  • Atenuação dos sintomas de outras doenças que podem acompanhar o Parkinson, como a depressão;
  • Incentiva o autocuidado e a autoconfiança do individuo com Parkinson.

Razões como essas tornam a atividade física indispensável para a maioria dos pacientes. Além disso, estudos científicos comprovam que a pessoa que têm a doença de Parkinson e pratica algum exercício regularmente consegue realizar as atividades normais diárias por mais tempo. No entanto, para que isso aconteça, deve-se agir em três frentes: fortificação do sistema cardiovascular e respiratório, aumento da flexibilidade e fortalecimento dos músculos.

De acordo com Lucas Cardoso a execução deve ser realizada de com frequências. ‘É recomendável a prática de três a cinco vezes por semana, em sessões que podem variar de 30 a 60 minutos’garante o educador físico.

O especialista sugere algumas atividades importantes para quem sofre da doença de Parkinson:

  • Alongamento:Exercícios de alongamento dos braços, mãos, pés e pernas são fundamentais para diminuir a rigidez nas articulações, já os exercícios em superfície de instabilidade, como com bolas de Pilates, melhoram o equilíbrio;
  • Caminhada: Por ser uma atividade simples, que não necessita nenhum tipo de equipamento ou treino específico, a caminhada é uma ótima maneira de se iniciar a prática de atividades físicas, aumentando o tempo e a velocidade ao longo do tempo;
  • Fortalecimento Muscular:Atividades para os músculos inferiores geram o fortalecimento dos mesmos e evita quedas, já para os membros superiores auxilia nas tarefas rotineiras, como carregar sacolas.

‘O mais importante é ser realista com o paciente e saber até onde você pode ir para evitar acidentes durante os exercício. Isso tendo em vista que ele já se encontra em uma situação mais fragilizada. Por isso, é necessária ter a indicação e o acompanhamento de um profissional especializado para que se consigam os resultados esperados’, alerta Lucas.

Além disso, há estudos que mostram que a realização de atividades físicas melhora também a habilidade cognitiva dos pacientes. Isso tendo em vista que 57% dos indivíduos desenvolvem um déficit cognitivo ligeiro nos cinco anos após o diagnóstico da doença. Uma revisão publicada no Journal of Parkinson’s Disease com cientistas da Alemanha e da Austrália sobre a enfermidade degenerativa, concluíram que as atividades físicas também impactam positivamente em aspectos não motores, como memória, funções executiva e cognitiva global.

É importante salientar também que o paciente deve continuar o tratamento medicamentoso normalmente, pois a inclusão de uma rotina de atividades físicas vai agregar valor ao trabalho clinico já realizado.

Foto: Shutterstock

Fonte: Lucas Cardoso

 

 

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