Diabetes tipo 2: Novo Nordisk apresenta novo medicamento

Segundo a empresa, esta é a solução mais potente para reduzir glicemia e peso corporal

Desde maio último, a Novo Nordisk passou a oferecer a semaglutida, uma nova alternativa que busca solucionar barreiras enfrentadas pelos pacientes com diabetes tipo 2 (DM2).

A molécula, lançada com o nome comercial Ozempic®, é conhecida pelos médicos como análogo do peptídeo humano semelhante ao glucagon (GLP-1). Ela faz parte de uma nova classe de medicamentos que atua em conjunto com dieta e exercício físico, para tratar pacientes adultos com diabetes tipo 2 não satisfatoriamente controlado (quando a glicemia permanece muito alta). Entre todos os análogos de GLP-1 existentes e aprovados para pacientes com DM2, a semaglutida se mostrou como a opção mais potente nos quesitos controle glicêmico e perda de peso, e com o benefício adicional de redução do risco cardiovascular, tudo isso com a vantagem de uma aplicação subcutânea semanal, independente dos horários das refeições, permitindo maior adesão ao tratamento.

O novo medicamento é um lançamento da Novo Nordisk, empresa global de saúde com mais de 95 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes.

Novo aliado para pacientes com diabetes tipo 2

“No Brasil, cerca de 70% dos pacientes com DM2 têm dificuldade de controlar sua hemoglobina glicada abaixo de 7%. Além disso, doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte dos pacientes com diabetes tipo 2. Nesse cenário, poder propiciar aos pacientes uma ferramenta como a semaglutida é um privilégio imenso. Sabemos que esse será um divisor de águas e poderá impactar positivamente milhões de vidas”, comenta a diretora médica da Novo Nordisk, Priscilla Olim de Andrade Mattar.

Segundo ela, o uso da semaglutida promoveu uma redução maior da glicemia em todos os estudos comparativos. “A semaglutida propiciou um altíssimo percentual de pacientes na meta glicêmica de 7% de hemoglobina glicada: 79% dos pacientes chegaram nesse alvo preconizado pelos médicos. Do ponto de vista do peso corporal, cujo controle é fundamental no tratamento do DM2, o medicamento demonstrou perda de peso superior e sustentada, chegando a uma redução média de 6.5 kg, mais que o dobro visto com outros medicamentos da mesma classe. Finalmente, percebemos uma redução significativa de 26% no risco de eventos cardiovasculares (morte cardiovascular, infarto não fatal e AVC não fatal), comprovando seu benefício cardiovascular”, ressalta a diretora.

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

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