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DPOC: entenda os principais sintomas, diagnóstico e tratamento

Por Guia da Farmácia 13 de janeiro de 2026 Atualizado em: 07 de janeiro de 2026 Nenhum comentário 10 Minutos de leitura
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A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva que dificulta a passagem do ar pelos pulmões. Ela afeta cerca de 392 milhões de pessoas no mundo e é uma das principais causas de mortalidade, segundo dados fornecidos pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode comprometer de forma significativa a qualidade de vida.

Apesar de alta prevalência, a DPOC ainda é pouco conhecida, frequentemente confundida com outras doenças respiratórias e, na maioria dos casos, subdiagnosticada.

Neste conteúdo preparado pelo Guia da Farmácia, você vai entender o que é a DPOC, quais são seus sintomas, causas, formas de diagnóstico e tratamento. Acompanhe.

O que é DPOC?

A DPOC é um conjunto de doenças respiratórias que causam obstrução crônica das vias aéreas, incluindo a bronquite crônica e o enfisema pulmonar, geralmente associadas ao tabagismo1.

O pneumologista e coordenador da Comissão de DPOC da SBPT, Dr. Roberto Stirbulov, explica que trata-se de uma inflação que acomete as vias aéreas terminais, os pequenos brônquios e os alvéolos, alterando a estrutura desses tecidos.

“Quando essa doença acomete os alvéolos, ela tem um componente de enfisema pulmonar e quando acomete os pequenos brônquios, tem um componente de bronquite crônica. Por isso, todo paciente com DPOC tem as duas condições.  Alguns vão ter mais enfisema, outros mais bronquite, mas todos tem uma limitação crônica do fluxo aéreo, ou seja, a dificuldade de o ar chegar no pulmão e/ou sair do pulmão”, diz Stirbulov.

Por conta dessas características, há uma maior dificuldade de entendimento sobre a DPOC.

A doença é mais comum em pessoas acima de 50 anos – embora os especialistas comecem a alertar para o aumento de diagnósticos em faixas etárias mais jovens (em torno de 35 anos).

Panorama da DPOC no Brasil e no mundo

A DPOC é a terceira principal causa de morte global, gerando impacto nos sistemas de saúde de vários países. Cerca de 392 milhões de pessoas no mundo tem DPOC, sendo que mais da metade dos pacientes não são diagnosticados, segundo dados fornecidos pela SBPT.

De acordo com informações da entidade, o cenário da DPOC no Brasil é o seguinte:

  • Mais de 7 milhões de brasileiros convivem com a doença; deste total, apenas 17% têm diagnóstico de DPOC;
  • quinta causa de morte no Brasil;
  • Cerca de 40 óbitos a cada dia decorrente da DPOC ou suas comorbidades;
  • mais de 510 mil internações entre 2017-2021;
  • aumento de 22,6% nos óbitos no mesmo período;
  • somente 18% dos pacientes diagnosticados são tratados adequadamente.

Causas

A doença está diretamente associada ao tabagismo. “O cigarro é a causa da maioria dos casos de DPOC no Brasil. E agora vemos também a correlação entre o uso do vape e a DPOC”, diz o Dr. Roberto Stirbulov.

Outras causas estão relacionadas à inalação de fumaças, poluição, poeira e produtos químicos, além de fatores como prematuridade e baixa função pulmonar no início da vida adulta.

Segundo o especialista, há também os fatores ocupacionais, ligados a determinados atividades, como queima de lenha e queimadas nas plantações de cana; além do componente genético.

Principais sintomas

Entre os sintomas mais comuns da DPOC estão:

  • falta de ar (dispneia);
  • tosse crônica;
  • chiado;
  • aperto no peito;
  • produção de muco;
  • fadiga.

A DPOC é silenciosa e progressiva e pode limitar várias atividades simples do dia a dia, afetando a qualidade de vida.

O pneumologista, consultor e membro do Conselho Fiscal da SBPT, Dr. Frederico Fernandes, comenta que, geralmente, quando o paciente percebe que está doente e procura o médico, já apresenta algum nível de agravamento do problema.

“A função pulmonar vai caindo, a pessoa vai se sentindo cansada e sem energia para suas atividades”, diz Fernandes. Além disso, o paciente geralmente subestima ou nega os sintomas, como a tosse.

Uma das complicações são os ataques pulmonares, também conhecidos como exarcebações. Segundo o Dr. Fernandes, esses episódios representam momentos de piora quadro clínico, que podem levar à hospitalização e aumentar o risco de morte.

Comorbidades e impactos no bem-estar

Os sintomas respiratórios afetam diretamente o bem-estar do paciente, gerando declínio físico, perda da independência, isolamento social e aumento do risco cardiovascular, uma das principais comorbidades associadas à doença.

As comorbidades mais frequentes em pacientes com DPOC incluem:

  • doenças cardíacas;
  • osteoporose;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • alterações;
  • obesidade sarcopênica (excesso de gordura corporal com perda de massa muscular).

“É um círculo vicioso: o doente sente falta de ar e dificuldade de respirar. Ele reduz a atividade física, não consegue sair de casa, não socializa, não toma sol. Com isso, ganha gordura sem ganhar músculo, o que chamamos de obesidade sarcopênica; surge a osteoporose, que causa microfraturas diversas; aumenta o risco cardiovascular e tudo isso leva a depressão”, resume Stirbulov.

O especialista relata ainda que muitos pacientes com DPOC não conseguem sair da cama ou tomar banho sozinho. “Tudo isso é devastador”.

Segundo Stirbulov, a doença tem impactado cada vez mais pessoas em idade produtiva, na faixa de 35 anos, causando perda de produtividade, ausência ou afastamento do trabalho, e aposentadoria precoce, por exemplo. Assim, a DPOC está associada a custos diretos e indiretos para pacientes, cuidadores e sistema de saúde.

Diagnóstico da DPOC

O diagnóstico é feito por um profissional de saúde, geralmente com base em:

  • avaliação clínica dos sintomas;
  • histórico de exposição a fatores de risco;
  • exames respiratórios, como a espirometria.

O diagnóstico precoce é essencial para retardar a progressão da doença. No entanto, os especialistas destacam que o diagnóstico da DPOC ainda é um desafio e, ocorre de forma incorreta, com pacientes sento tratados como se tivessem pneumonia ou asma, por exemplo.

“A maioria dos pacientes vai ao pronto-socorro com um ataque pulmonar de DPOC, mas recebe o diagnóstico de início de pneumonia e o médico prescreve um antibiótico. Essa pessoa vai para casa e tende a melhorar, mas continua a fumar, por exemplo, tendo a DPOC em progressão”, explica o Dr. Stirbulov.

De acordo com o Dr. Fernandes, o Brasil conta atualmente com 4 mil pneumologistas, o que dificulta o diagnóstico correto e o acompanhamento dos pacientes com DPOC.

Com a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) pelo Ministério da Saúde – cujas novas diretrizes entram em vigor a partir de 2026 –, o cuidado de DPOC deixará de ser restrito ao pneumologista. “Outras especialidades poderão acompanhar o tratamento e ensinar o uso adequado dos inaladores, contribuindo para devolver a qualidade de vida aos pacientes”, diz o Dr. Fernandes.

Tratamento da DPOC

O tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas, melhorar a respiração e aumentar a qualidade de vida. Ele pode envolver várias estratégias, de acordo com a SBPT:

  • terapia inalatória de manutenção;
  • parar de fumar;
  • reabilitação pulmonar;
  • atividade física;
  • tratamento das comorbidades;
  • vacinação;
  • imunobiológicos;
  • oxigenoterapia

Embora a DPOC não tenha cura, o tratamento adequado ajuda a controlar a doença. Assim, o Dr. Fernandes chama a atenção para as medidas essenciais no tratamento da DPOC. Veja:

Parar de fumar

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Isso não acontece de uma hora para outra, por isso é preciso estabelecer uma base para que o paciente possa deixar o cigarro, que muitas vezes é um refúgio contra a ansiedade e depressão.

“Nicotina é uma das substâncias que mais causam dependência no mundo, muito mais do que álcool, por exemplo. Então, parar de fumar é importante, mas é preciso oferecer o tratamento adequado”, diz o Dr. Fernandes.

Manter as vacinas em dia

A vacinação desempenha um papel fundamental no cuidado da DPOC, ajudando a prevenir complicações.

As principais vacinas indicadas são:

  • pneumococo;
  • influenza;
  • Covid-19;
  • coqueluche;
  • vírus sincicial respiratório (VSR).

Fazer a atividade física

Pessoas com DPOC podem e devem praticar exercício físico, sempre com orientação médica.

Um estudo nacional mostrou que o exercício físico ajuda a diminuir os fatores inflamatórios, gera maior ganho de massa muscular, diminuição da dispneia e melhora da qualidade de vida de pacientes com DPOC.2

Tratamento farmacológico

Do ponto de vista farmacológico, quais os tratamentos disponíveis para tratar o paciente com DPOC?

Segundo o Dr. Fernandes, entre as principais opções estão os broncodilatadores como os beta-agonistas de longa ação, os anticolinérgicos de longa ação e os broncodilatadores com corticoide inalado.

Cada caso exige a escolha de um dispositivo inalatório adequado, que pode ser em spray/névoa (ex: espaçador e a popular “bombinha”) ou em pó seco (ex: dispositivo em cápsula). Além disso, cada tipo de inalador requer uma técnica específica de uso, como respiração mais lenta, inspiração rápida, mais ou menos esforço etc. Por isso, a adaptação varia de acordo com o paciente.

“Hoje entendemos que é preciso começar o tratamento da DPOC com uma combinação de medicações, especialmente com dois broncodilatadores associados, pois essa estratégia oferece um ganho muito mais significativo na melhora da função pulmonar. Ou então dois broncodilatadores junto com um corticóide, desde que os exames indiquem que o paciente apresente resposta ao corticóide”, diz o Dr. Fernandes.

Com as atualizações dos protocolos de tratamento, atualmente, entende-se que os pacientes com DPOC leve e moderada também precisam ser tratados justamente para evitar o agravamento da doença.

“Pode ser usado broncodilatador de longa ação para o paciente pouco sintomático, em dispositivo de cápsula. Para o paciente muito sintomático, a associação de beta agonista de longa ação e anticolinérgico longa ação, ou seja, a dupla broncodilatação, independente da gravidade”, explica o Dr. Fernades.

Para o paciente exacerbador, o tratamento é mais intensivo, com a dupla broncodilatação ou broncodilatação com corticoide.

Para pacientes com exarcebações persistentes, pode ser indicada a terapia tripla, que combina três medicações em um único inalador. Essa abordagem facilita a adesão ao tratamento, oferece mais praticidade e conveniência para o uso do medicamento, e, por isso, tende a ser mais efetiva do que a terapia com múltiplos inaladores para pacientes nesse estágio da doença.

“O benefício da terapia tripla é redução de crises agudas e melhora da qualidade de vida”, diz o Dr. Fernandes.

A partir de 2026 a medicação de terapia tripla estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), como parte da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Conclusão

A DPOC é uma doença respiratória crônica séria, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Informar-se sobre os sintomas e fatores de risco é um passo importante para cuidar da saúde pulmonar e buscar ajuda médica quando necessário.

Referências

  1. “Você sabe o que é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica?”. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-parar-de-fumar/noticias/2022/voce-sabe-o-que-e-a-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica . Acesso em: 06/01/2026.
     
  1. “Estudo de SP comprova benefícios do exercício físico para pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica”. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas/noticias/12012025-estudo-de-sp-comprova-beneficios-do-exercicio-fisico-para-pessoas-com-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica . Acesso em: 06/01/2026.

Fotos: Shutterstock

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