E-commerce brasileiro registra alta de 35,81% nas vendas em março frente a fevereiro

Dentre as categorias que se destacam nesse período estão artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%) e outros artigos de usos pessoal e doméstico (6,5%)

As vendas no e-commerce continuam em alta, registrando crescimento no Brasil. Ao comparar as vendas de março com fevereiro, a expansão foi de 35,81%.

Considerando a mesma base de comparação, o faturamento do setor também teve alta: 33,06%.

Os dados são do índice MCC-ENET.

“A manutenção dos altos índices de crescimento comprova que o comportamento de consumo online do brasileiro realmente passou por um processo de transformação permanente”, avalia o secretário executivo da camara-e.net, Felipe Brandão.

“Ainda, as medidas de isolamento social mais restritivas, observadas em algumas regiões do país por conta do agravamento da crise do Covid-19, também contribuíram com a expansão das vendas online”, conclui.

Vendas online

Ao comparar as vendas online de março de 2021, em relação ao mesmo mês do ano passado, o aumento foi, então, mais significativo: 72,56%.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, a variação positiva foi, então, de 88,08%.

Assim, ao observar a métrica de vendas regional, na comparação de março com fevereiro, a composição ficou da seguinte forma:

Sul (44,43%), Centro-Oeste (44,11%), Sudeste (33,94%), Nordeste (33,23%) e Norte (30,06%).

Por sua vez, no acumulado dos últimos 12 meses, os resultados foram:

Nordeste (117,74%), Norte (107,08%), Centro-Oeste (106,13%), Sul (101,15%) e Sudeste (78,28%).

Faturamento

O faturamento das lojas virtuais também teve alta na comparação entre março deste ano com o mesmo período de 2020: 86,68%.

A composição, por região, na comparação de março ante fevereiro, ficou:

Sul (43,25%), Centro-Oeste (40,33%), Nordeste (34,76%), Sudeste (29,75%) e Norte (25,62%).

Já no acumulado dos últimos 12 meses, os resultados foram:

Nordeste (137,75%), Norte (128,45%), Centro-Oeste (120,59%), Sul (114,10%) e Sudeste (91,79%).

O e-commerce representou 10,6% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção), em fevereiro de 2021.

No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se, portanto, que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 10,3%.

Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 13 de abril.

E-commerce com alta de vendas

Em fevereiro de 2021, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou:

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (42,6%), móveis e eletrodomésticos (26,7%); e tecidos, vestuário e também calçados (10,8%).

Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%), outros artigos de usos pessoal e doméstico (6,5%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%).

A saber, esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de janeiro a março de 2021, 17,2% dos internautas brasileiros realizaram, então, ao menos uma compra online.

Observa-se, então, uma queda de 1,2 p.p em relação ao trimestre anterior (18,4%).

Já na comparação com o mesmo período em 2020 (12,3%), houve, portanto, um crescimento de 4,9 p.p.

Estudo da Kantar aponta que o e-commerce deve continuar em alta para o consumo de FMCG 

Fonte: MCC-ENET

Foto: Shutterstock

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