Entenda as formas de ação dos laxantes

Quando usados de maneira inadequada e por tempo prolongado, podem causar severos danos ao paciente

Os laxantes são medicamentos que possuem ação que estimulam as contrações intestinais, favorecendo a eliminação das fezes e combatendo temporariamente a prisão de ventre e possuem diferenças entre si:

Incrementadores do bolo fecal: são comumente usados no início do tratamento da constipação. São os mais indicados para uso a longo prazo, quando as medidas comportamentais não são suficientes. O psyllium entra nesta classe.

Irritativos: eles irritam uma área do intestino que funciona como uma espécie de sistema nervoso (enervação). Portanto, têm ação rápida, de quatro a seis horas. O sene entra nessa classe.

Osmóticos: produzem um fluxo de água para o intestino, fermentação bacteriana e produção de gazes, que além do efeito osmótico, estimulam a secreção de água e motilidade intestinal. Contudo, seu uso pode ocasionar desidratação, distúrbio hidroeletrolíticos, insuficiência renal e arritmia cardíaca. Por isso, são indicados, apenas, nos casos agudos ou quando há necessidade para limpeza intestinal para realização de exames (colonoscopia) e procedimentos cirúrgicos.

Lactulose: é um açúcar não absorvível que sofre uma ação bacteriana no intestino causando fermentação e como resultado, há um acréscimo no acúmulo de água no bolo fecal, aumentando seu volume e tornando as fezes mais moles. Este excesso de água também distende a parede do intestino, estimulando as contrações e assim restabelecendo a função regular do intestino.

Riscos da autoprescrição

O uso de laxativos tornou-se popular. Contudo, quando usados de maneira inadequada e por tempo prolongado, podem causar severos danos ao paciente. Entre os efeitos mais graves estão a desidratação, insuficiência renal, arritmia cardíaca, cólon catártico, etc. Mesmo os ativos considerados fitoterápicos devem ser usados com cautela já que, num longo prazo, podem evoluir para um intestino sem motilidade, que é uma complicação grave.

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Shutterstock

Não se automedique, consulte um profissional de saúde.

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