
Neste mês de setembro, o iFood lançou o Envios iFood, solução de entregas rápidas para pedidos feitos em canais de venda próprios, ou seja, ecommerce, app ou outros canais digitais dos varejistas.
O serviço é contratado diretamente pelos estabelecimentos e as entregas podem ser realizadas a partir de uma hora.
Em pouco mais de um mês de testes, o Envios iFood superou 500 mil entregas, segundo a empresa. A expectativa é alcançar 1 milhão de entregas em outubro.
A lógica de distribuição utiliza tecnologia semelhante à empregada no aplicativo iFood. O sistema considera proximidade, deslocamento e modal para conectar o entregador parceiro a cada pedido. A empresa também prevê ampliar a utilização de veículos de quatro rodas para atender cargas maiores e rotas de média distância.
Em entrevista ao Guia da Farmácia durante o evento iFood Move 2026, realizado na capital paulista em setembro, o diretor de Growth do iFood, Victor Blumenthal, contou que de 70% a 80% dos pedidos realizados na plataforma são entregues em até 20 minutos.
“Com o Envios iFood, a proposta é levar essa capacidade logística também para os pedidos originados diretamente nos canais dos varejistas”, disse.
DPSP testa solução em 30 lojas
O Envios iFood já está sendo testado por empresas do setor farmacêutico, como o grupo DPSP, responsável pelas redes Drogaria São Paulo e Drogaria Pacheco. O piloto começou há cerca de um mês, envolvendo 30 lojas e entregas de até 30 minutos.
O Guia da Farmácia acompanhou um painel no iFood Move 2026, onde o head de delivery da DPSP, Marcelo Polo, destacou a ampliação da cobertura logística como um dos principais benefícios da parceria.
“A grande vantagem é poder contar com a malha logística do iFood, principalmente em cidades menores, onde não tínhamos uma estrutura própria para realizar entregas rápidas. Esse foi um dos principais ganhos do projeto”, afirmou.
O executivo contou que a DPSP vem apostando em delivery e entregas rápidas com mais intensidade desde 2021. Em 2024, a companhia passou a oferecer entregas em até duas horas, que naquele momento representavam cerca de 6% dos pedidos. Em 2025, a participação chegou a 15% e, atualmente, as entregas realizadas entre uma e duas horas representam 25% dos pedidos, segundo Polo.
Para acompanhar a mudança no comportamento do consumidor – que cada vez mais busca a conveniência das compras online –, a companhia tem investido em tecnologia, treinamento das equipes e parcerias com operadores logísticos.
O início da operação de delivery também exigiu mudanças dentro das lojas. Segundo Polo, as equipes precisavam conciliar o atendimento presencial com a separação dos pedidos do e-commerce.
A empresa passou, então, a dar maior autonomia aos times das lojas e posteriormente criou uma função dedicada à separação dos pedidos para ganhar agilidade.
Atualmente, o e-commerce representa 32% dos negócios do grupo DPSP, de acordo com o executivo. “Cada farmácia funciona como um hub e depende muito do fator humano. É preciso dar condições para que os colaboradores realizem essa operação, além de contar com tecnologia e estoque. No final, o principal elo continua sendo o humano”, afirmou Polo.
Foto: Guia da Farmácia