
A perda dentária é uma realidade no Brasil. As causas são variadas, desde cáries, acidentes, falta de acesso a tratamento odontológico e até mesmo ausência fisiológica do germe dental. O fato é que esta realidade afeta a vida das pessoas de inúmeras formas: da autoestima à saúde, com o comprometimento da mastigação e do sorriso.
Para minimizar o problema, existem as próteses dentárias, que nada mais são do que aparelhos capazes de restabelecer a função mastigatória, além da estética, do bem-estar e da qualidade de vida dos pacientes.
As próteses visam repor os tecidos bucais, restaurando e mantendo a forma, a função e a aparência e saúde bucal. “Elas são suportadas pela mucosa, por dentes e mucosa ou somente por dentes ou por implantes”, explica o especialista e secretário da Câmara Técnica de Prótese Dentária do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Marco Aurélio Chioro dos Reis.
Segundo ele, estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas usam próteses, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), sendo uma em cada cinco pessoas com idades entre 25 e 44 anos.
“Aproximadamente 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e, 41,5% das pessoas com mais de 60 anos de idade já perderam todos”, completa, explicando que as próteses podem ser removíveis ou fixas; sendo unitárias (um dente), parciais (um e mais dentes); ou totais (todos os dentes).
USO CORRETO
Para garantir uma boa vida útil para as próteses, o Dr. Chioro dos Reis afirma que a higienização é parte importante da manutenção, tanto da prótese quanto da saúde bucal.
“Assim como nos dentes naturais, há acúmulo de comida e saliva nas próteses. Dependendo do modelo, podemos optar por escovas específicas. Por exemplo, se for uma versão removível, utilizamos escova dura. Se for fixa, podemos usar a macia. Outro ponto importante é evitar cremes dentais abrasivos”, explica.
Outro ponto a ser destacado para quem usa próteses dentárias são os fixadores. Eles atuam auxiliando a aderência da prótese na mucosa, promovendo maior retenção e também reduzindo a chance do aparelho machucar a boca. O Dr. Chioro dos Reis explica que os fixadores podem ser em fita, pasta/creme ou pó.
“Normalmente, são aplicados na parte da prótese que entra em contato com a mucosa. Esses produtos não são indicados para próteses fixas e não devem ser utilizados por longos períodos”, finaliza, reforçando a importância do retorno ao cirurgião-dentista, a cada seis meses, para fazer a manutenção necessária.