Como os farmacêuticos pode ajudar na adesão ao tratamento?

Os farmacêuticos são grandes aliados dos pacientes ao estimular e orientar sobre a importância da adesão ao tratamento. E a cooperação entre esses profissionais e os médicos ajuda a potencializar essa ação

Se de um lado o papel do médico é diagnosticar e encontrar o melhor tratamento para cada paciente, do outro, cabe ao farmacêutico orientar e sanar as dúvidas que possam surgir sobre o medicamento.

Quando um cliente chega com uma prescrição médica, o farmacêutico está ali para orientar no procedimento correto do uso da medicação, explicar efeitos colaterais, posologia, forma correta de ingestão, etc.

“Muitas vezes, o paciente que vem à procura do medicamento não sabe sobre como pode usá-lo, se é em jejum ou se há horário melhor. E cabe a nós, farmacêuticos, orientá-lo sobre o caso, para que o paciente siga a prescrição e as orientações e não abandone o tratamento. Além de tudo isso, reforçando os riscos da automedicação e a necessidade de sempre procurar um profissional de saúde em caso de dúvidas”, comenta a farmacêutica gerente de Grupo de Lojas do Grupo DPSP (Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo), Talita Araújo.

Interação médico-farmacêutico

O farmacêutico pode e deve entrar em contato com o médico sempre que houver dúvidas sobre a terapia prescrita ou quando, com base em sua observação decorrente do acompanhamento farmacoterapêutico, identificar sinais e sintomas sugestivos de problemas relacionados ao uso de medicamentos.

“A interação com o prescritor pode ocorrer por vários meios, objetivando sempre melhor atendimento às necessidades do paciente. Em todos os casos, recomenda-se que o farmacêutico documente em prontuário e/ou receituário próprio sua intervenção, relatando o caso e solicitando a reavaliação da farmacoterapia do paciente”, diz a farmacêutica e membro da assessoria técnica e coordenação de capacitações do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG), Danyella Domingues.

Ela comenta que o uso indevido ou incorreto de medicamentos está entre as maiores causas de hospitalização e/ou intoxicação do Brasil. “A cooperação entre médicos e farmacêuticos é essencial para promoção do uso racional de medicamentos. Este ato ocorre quando estes são prescritos e utilizados de forma correta, buscando atender às necessidades individuais e coletivas dos pacientes e levando em consideração não somente a eficácia da medicação, mas também seu acesso, utilização, segurança e meio ambiente”, diz.

O cardiologista e diretor médico da Clinicordis São Judas Tadeu, Dr. Abrão Cury, diz que a interlocução entre médico e farmacêutico tem sido sempre muito importante, especialmente no que tange à interação medicamentosa e também à necessidade de ajuste de dose dos medicamentos, isso principalmente a pacientes internados.

“Essa importância vem sendo reconhecida nos últimos anos de tal maneira que hoje os hospitais disponibilizam, nas suas unidades de internação, farmacêuticos para ajudarem na elaboração das prescrições médicas”, completa.

Adesão ao tratamento

A atuação do farmacêutico tem um importante impacto na adesão ao tratamento à medida que esclarece dúvidas, o acompanha e dá suporte a toda orientação ao paciente.

“Há necessidade de integração entre médicos e farmacêuticos, com destaque para a importância da atuação farmacêutica no cuidado da população e no processo de gerenciamento das receitas para minimizar os problemas relacionados a medicamentos, especialmente os erros de medicação e as possíveis reações adversas”, comenta a endocrinologista, Dra. Simone Matsuda.

Ela destaca a importância do trabalho conjunto, não só entre médicos e farmacêuticos, mas defende a integração de todos os demais profissionais da área de saúde, como fisioterapeutas, enfermeiros ou fonoaudiólogos. “Essa interação interdisciplinar é cada vez mais reconhecida como importante e serve especialmente para otimizar o resultado do tratamento dos pacientes”, fala.

Há também que se destacar que seguir a receita médica é muito importante para o sucesso do tratamento para o paciente. Afinal, qualquer mudança na medicação prescrita pode impactar no tratamento da doença.

“A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 67, de 8 de outubro de 2007, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoriza o farmacêutico a avaliar a receita pelos critérios de legibilidade antes de aviá-la, podendo barrá-la pelos riscos que uma interpretação errônea pode causar. Desta forma, o farmacêutico tem um papel fundamental neste processo de dispensação da medicação de forma correta”, finaliza a Dra. Simone.

Fonte: Guia da Farmácia
Foto: Shutterstock

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