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Lei dos genéricos completa 21 anos

Os genéricos confirmam sua posição como motor de crescimento da indústria farmacêutica e como principal instrumento de ampliação do acesso a medicamentos no País

A Lei 9.787, que criou os genéricos no Brasil, completou 21 anos de existência em fevereiro último. Em termos de políticas públicas de saúde, essa é uma das maiores conquistas do País. Foi implementada no ano de 1999, com o objetivo de ampliar o acesso da população a tratamentos eficazes, seguros e mais baratos. Com ela, os brasileiros passaram a contar com uma ampla gama de opções para seus tratamentos, o que fez com que o acesso à saúde crescesse, garantindo maior qualidade de vida aos pacientes.

Além disso, os medicamentos genéricos fortalecem a economia brasileira, que passou a contar com uma indústria farmacêutica moderna, dinâmica e que gera emprego para milhares de pessoas.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), esses medicamentos já proporcionaram uma economia de mais de R$ 150 bilhões em gastos com medicamentos pela sociedade nestes 21 anos de história.

Revelam ainda que o mercado de genéricos é um dos que mais cresceu nos últimos anos no Brasil. Estudos do setor apontam que o segmento registrou um alta de 14,87% em vendas, atingindo a marca de R$ 9,82 bilhões comercializados em 2019, já considerando os descontos concedidos ao varejo.

O grande beneficiário dos genéricos tem sido, de fato, o bolso do consumidor. E como além de baratos, eles são seguros e eficazes, conquistaram a confiança da classe médica.

História de conquistas

“Hoje, dos 20 medicamentos mais prescritos no Brasil, 15 são genéricos, o que aponta para o crescimento da confiança destes medicamentos também entre os médicos”, revela a presidente executiva da PróGenéricos, Telma Salles.

Outra notícia boa, nesta história de conquistas, é que hoje existem genéricos para tratar mais de 90% das doenças conhecidas, das mais simples às mais complexas.

O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, diz que a melhoria das condições econômicas da população brasileira de meados da década de 1990 em diante incorporou ao mercado dezenas de milhões de pessoas das classes C, D e E.

Com mais dinheiro para gastar, esse enorme contingente alavancou toda a economia do País e também impulsionou o consumo de medicamentos em geral e o de genéricos em particular, que cresceu muito acima do mercado total desde sua introdução no Brasil, em 2001.

Para Mussolini, a demora do País em sair da crise, situação que será agravada pelo impacto econômico da pandemia do coronavírus, vivida recentemente no mundo todo, não deve interferir na dinâmica de participação e crescimento dos genéricos no mercado farmacêutico brasileiro.

“A fatia dos genéricos já atinge 34% (em unidades), com potencial de chegar a 60%, como se registra na Europa e nos Estados Unidos. O segmento continuará sendo impulsionado durante anos pelo lançamento de medicamentos já consagrados pela classe médica nas versões genéricas, a preços menores.”

Ele acredita, ainda, que a ampliação do acesso da população aos medicamentos em geral (e dos genéricos) passa pelo aprofundamento das parcerias entre a indústria farmacêutica e o governo, para tirar proveito do poder de compra do Estado e da capacidade de produção e inovação das empresas. E pelo aprimoramento dos sistemas de saúde público e privado, no sentido de racionalizar e elevar a qualidade de seus gastos.

“Um exemplo de frente potencial de expansão é a cobertura de gastos com medicamentos pelos planos de saúde privados, que ainda é relativamente baixa no País. Nos Estados Unidos, a maioria dos planos de saúde cobre despesas com medicamentos. Outra frente é o aumento de cobertura do Farmácia Popular”, projeta o executivo do Sindusfarma.

Cobertura eficiente

Poder usufruir de uma opção de medicamento que permite que o tratamento tenha início e continuidade a um preço acessível é essencial e permanecerá sendo determinante para a qualidade de vida de milhões de brasileiros. No Brasil, 97% das classes terapêuticas são atendidas pelo genérico, o que mostra a forte atuação da indústria farmacêutica e sua contribuição para um presente e um futuro de saúde.

Hoje, o genérico é aceito por 80% da população, representando 33% dos medicamentos consumidos no País, segundo informa a PróGenéricos. A grande aprovação vem do fato de que as pessoas que estão consumindo o genérico conseguem se tratar adequadamente e se curar com ele, voltando a consumi-lo quando precisam, atestando sua eficácia e segurança na prática.

Foto: Shutterstock