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Segurança e independência na contracepção

Além de evitarem a gravidez não planejada, alguns contraceptivos também podem ajudar no controle de problemas, como cólicas menstruais, anemia e ovários policísticos

Na mesma proporção em que as mulheres foram alcançando sua independência financeira e fortalecendo a presença e importância na sociedade, também cresceram os métodos de contracepção, que passaram a fazer parte do planejamento reprodutivo.

“A pílula anticoncepcional foi uma revolução que aconteceu entre as décadas de 50 e 60, quando foi introduzido o primeiro anticoncepcional combinado, permitindo que as mulheres pudessem engravidar quando quisessem, libertando-as da gravidez não planejada”, sintetiza o presidente da comissão de anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Dr. Rogério Bonassi.

Métodos contraceptivos: vantagens e desvantagens

Métodos reversíveis

Características: são baseados no reconhecimento do período fértil, em que o casal abstém-se do relacionamento durante os dias em que pode ocorrer a fecundação, ou no uso de práticas em que o esperma não é depositado na vagina. Exemplos: método da tabelinha, do muco cervical, da temperatura e coito interrompido.

Vantagens e desvantagens: são gratuitos, não trazem malefícios, não há demora no retorno da fertilidade e não produzem efeitos colaterais. Contudo, não trazem proteção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e há alto risco de falha, que varia entre 20% e 25%.

Métodos de barreira

Características: consistem na utilização de dispositivos que impedem a ascensão do espermatozoide no trato genital feminino. Podem ser utilizados pelo homem ou pela mulher e agem como obstáculos mecânicos. São exemplos a camisinha masculina e camisinha feminina.

Vantagens e desvantagens: são os mais eficazes para prevenção de DSTs, apresentando baixo custo e facilidade de uso. Sua utilização requer alguns cuidados que, embora pareçam óbvios, nem sempre são respeitados. Portanto, o risco de falha é de cerca de 20%.

Dispositivo Intrauterino (DIU)

Características: é um método anticoncepcional constituído por um dispositivo pequeno e flexível colocado dentro do útero, o qual exerce ações que impedem a gestação. Basicamente, há dois tipos de DIU: os que contêm cobre e os com hormônio – Levonorgestrel (LNG).

Vantagens e desvantagens: no caso do DIU de cobre, os íons de cobre interferem na vitalidade e na motilidade dos espermatozoides. O DIU hormonal libera o progestagênio LNG na cavidade uterina, o qual é pouco absorvido e, por isso, os efeitos sistêmicos são desprezíveis ou inexistentes. Agindo localmente, causa atrofia do endométrio e alterações no muco cervical, que se torna espesso, criando uma barreira à penetração espermática. É um dos métodos mais eficazes, com taxa de falha inferior a 1%.

Métodos hormonais

Características: implicam na utilização de hormônios, em dose e modo adequados para impedir a ocorrência de uma gravidez não programada, sem qualquer restrição às relações sexuais. Todos os métodos hormonais atuam, principalmente, por meio do bloqueio da ovulação. A anticoncepção hormonal pode ser realizada de diversas formas: contraceptivos orais combinados, contraceptivos orais só com progestagênios, injetável combinados, mensais, injetável só de progestagênio trimestral, implante, anel vaginal e adesivo cutâneo (patch).

Vantagens e desvantagens: com exceção do implante e injetável, as outras formas de anticoncepção hormonal apresentam a vantagem de não dependerem de um profissional da saúde para uso. São todos métodos altamente eficazes, mas que dependem essencialmente do uso de forma correta.

Contracepção de emergência

Características: consiste na utilização de medicamentos à base de hormônios após uma relação desprotegida.

Vantagens e desvantagens: é um método de contracepção que deve ser usado apenas quando houve falta ou falha no uso de um método contraceptivo regular, que pode expor a mulher ao risco de uma gravidez não planejada.

Métodos definitivos ou cirúrgicos

Características: são procedimentos que resultam na esterilização, seja do homem ou da mulher. Na mulher, é realizado por meio da ligadura das trompas e, no homem, por meio da vasectomia.

Desvantagens: uma complicação séria da esterilização cirúrgica é o arrependimento. Algumas mulheres ou até mesmo homens, alguns anos após serem submetidos ao procedimento, podem se arrepender e retornam solicitando sua reversão. Embora reversibilidade da esterilização cirúrgica feminina possa ser conseguida, por meio de plástica tubária, em cerca de 30% dos casos, o caráter irreversível deve ser salientado no momento da escolha desse método.

Fonte: Libbs

O ginecologista, obstetra e consultor médico da Libbs Farmacêutica, Dr. Achilles Machado Cruz, acrescenta que, no meio do turbilhão de tarefas que as mulheres exercem hoje, na grande maioria das vezes, elas ainda tomam para si a responsabilidade contraceptiva. “Elas buscam métodos que lhes tragam alta eficácia, segurança, praticidade e benefícios adicionais”, afirma.

Além disso, a contracepção também pode ajudá-las a evitar/prevenir e tratar uma série de doenças, a exemplo dos Contraceptivos Orais Combinados (COC), conhecidos como pílulas anticoncepcionais.

“É o método mais conhecido e mais utilizado em quase todo o mundo. Apresenta alta eficácia na prevenção da gravidez e está associado a benefícios adicionais, além da contracepção, como o alívio dos sintomas menstruais e, até mesmo, diminuição no risco de câncer de ovário e endométrio”, acrescenta o Dr. Cruz.

Foto: Shutterstock