TPM: sofrimento reversível

Brasileiras estão entre as mulheres que mais sofrem com Tensão Pré-Menstrual, a famosa TPM, que tem os dias contados e pode ser prevenida

É difícil encontrar uma mulher que nunca tenha sentido algum desconforto ligado ao ciclo menstrual. Estima-se que até 90% das brasileiras convivam mensalmente com pelo menos um dos sintomas físicos ou emocionais da Tensão Pré-Menstrual (TPM), problema também conhecido como Síndrome Pré-Menstrual (SPM). Aliás, de acordo com estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a brasileira está entre as mais afetadas pelo problema no mundo.

Segundo afirma o ginecologista e obstetra, consultor médico da Libbs Farmacêutica, Dr. Achilles Machado Cruz, a TPM pode trazer grande impacto na qualidade de vida feminina. “A mulher deve atentar-se à intensidade e à frequência desses sintomas. Caso eles causem prejuízos à sua rotina, é importante consultar o ginecologista”, afirma.

Para aqueles que acreditam que a TPM é “frescura”, é importante alertar que seus efeitos podem até trazer aumento das faltas no trabalho. “Além de afetar a vida profissional, pode-se ter prejuízos nas relações sociais e familiares. Portanto, em alguns casos, os sintomas não devem ser encarados como algo normal da natureza da mulher”, pontua o médico.

Cólica menstrual

A dismenorreia, ou cólica menstrual, inclui uma série de sintomas associados à menstruação propriamente dita e um dos principais é a dor. Estima-se que em torno de 75% das mulheres sofram por esse problema.

“A ocorrência de cólicas menstruais é mais frequente em adolescentes, considerando que o útero ainda é pequeno, o orifício de saída mais fechado e o fluxo em maior quantidade não consegue fluir. A prostaglandina então promove a contração do útero, o que desencadeia a dor”, explica a farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti.

Com o crescimento da adolescente há, também, o crescimento do útero e a prostaglandina liberada tem maior espaço e assim é eliminada mais facilmente. A farmacêutica também acrescenta que a cólica menstrual pode ser acompanhada de dor de cabeça.

Para amenizar o problema, recomenda-se o uso de bolsas térmicas quentes na região abdominal e pélvica no momento da dor, além da prática frequente de exercícios físicos, pois libera a endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Anti-inflamatórios e analgésicos podem ser utilizados em caso de dores fortes, desde que sejam receitados por médicos.

Fonte: Portalgineco.com.br

A boa notícia é que existem tratamentos e medidas capazes de amenizar e, até mesmo, cessar os sintomas. Entre as soluções, está o uso dos anticoncepcionais orais.

“Esses medicamentos ajudam a estabilizar as flutuações hormonais que estão envolvidas no desencadeamento dos sintomas e ainda oferecem outros benefícios, como a melhora da pele, diminuição do fluxo e cólicas menstruais. Em alguns casos, o médico também poderá considerar pílulas administradas em regime sem pausa, que oferecem maior estabilidade hormonal”, explica o ginecologista.

“Já quando o quadro é mais intenso, como no Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), também deve ser considerada a combinação de medicamentos antidepressivos e o acompanhamento multiprofissional”, completa o especialista.

Os tipos de Tensão Pré-Menstrual (TPM)

• Sintomas pré-menstruais1:

Existem cerca de 150 sintomas conhecidos, entre físicos e emocionais, que podem acometer as mulheres durante o período pré-menstrual. Até 90% das mulheres apresentam um ou mais desses sintomas durante a segunda fase do ciclo menstrual. Os mais frequentes são: inchaço, dores de cabeça, cólicas, acne, alteração do humor, irritação, depressão, choro fácil, aumento do apetite, alterações de sono e diminuição do desejo sexual.

• Síndrome Pré-Menstrual (SPM)1:

A SPM atinge até 40% das mulheres e caracteriza-se por reunir, pelo menos, um sintoma físico e um emocional com intensidade suficiente para causar incômodo e interferência nas atividades diárias e nos relacionamentos. Para caracterizar a SPM, os sintomas devem se repetir durante dois ou mais ciclos consecutivos, uma ou duas semanas antes da menstruação, com melhora ou desaparecimento após os primeiros dias de sangramento.

• Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM)1:

Mais grave do que a SPM, atinge de 3% a 8% das mulheres, sendo classificado na categoria dos transtornos depressivos. Nesses casos, os sintomas são mais severos e de natureza psíquica, trazendo sofrimento acentuado e impacto importante no desempenho das atividades do dia a dia da mulher. O diagnóstico considera sintomas que incluem instabilidade emocional significativa, irritação/raiva, ansiedade e humor depressivo.

• TPM x dor de cabeça2

Pesquisas neurológicas indicam que a predileção pelo público feminino é determinada pelo estrogênio (hormônio feminino), principalmente se a paciente já tiver histórico familiar de enxaqueca. A queda desse hormônio no período menstrual, principalmente nos dias de TPM, faz com que a enxaqueca dispare, indicando o papel do hormônio na proteção contra dores de cabeça.

Fontes: 1. Ginecologista e obstetra, consultor médico da Libbs Farmacêutica, Dr. Achilles Machado Cruz; e 2. Portal gineco.com.br

No dia a dia, é importante que a paciente adote algumas mudanças no estilo de vida. “Manter uma alimentação saudável, com boa hidratação e uma rotina de exercícios físicos é essencial para aliviar os sintomas pré-menstruais. Também recomenda-se evitar a ingestão excessiva de gorduras, sal, açúcar, álcool e cafeína, que podem desencadear ou agravar o quadro”, finaliza o ginecologista.

Foto: Shutterstock

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