
A Eurofarma, multinacional farmacêutica brasileira, anuncia parceria com a Bavarian Nordic para disponibilizar no Brasil a vacina “CHIKV VLP” contra chikungunya. A empresa submeteu o produto à Anvisa em junho de 2026.
Com o acordo, a Eurofarma terá direitos exclusivos de comercialização e distribuição da vacina no Brasil, além de direito de preferência para oportunidades de registro e comercialização em outros países da América Latina onde a Eurofarma já possui ampla capilaridade.
A companhia é responsável pela estratégia de acesso ao mercado brasileiro para a vacina e pelas atividades de comercialização, acesso e distribuição em todo o território nacional.
A atuação está alinhada à estratégia de expandir sua presença em áreas de alta relevância epidemiológica e ampliar o acesso da população a tecnologias avançadas em prevenção.
“A introdução da vacina reforça o compromisso da Eurofarma de ampliar o acesso da população a produtos de saúde inovadores, capazes de atender a desafios importantes de saúde pública com eficácia e segurança. A chikungunya segue avançando no Brasil e gerando impacto significativo sobre pacientes, não só durante a infecção inicial, mas também com efeitos crônicos, impactando os pacientes e sistemas de saúde. Esta vacina usa uma tecnologia moderna e amplamente validada, com perfil de segurança favorável e capacidade de induzir resposta imunológica rápida, contribuindo para fortalecer as iniciativas de prevenção da doença”, afirma João Siffert, vice-presidente de Inovação na Eurofarma.
“A submissão à Anvisa representa um marco importante em nossa estratégia de ampliar o acesso à nossa vacina contra chikungunya para além dos mercados tradicionalmente associados a viajantes, alcançando regiões onde a doença representa um ônus significativo e recorrente para a saúde pública. Por meio da nossa parceria com a Eurofarma, estamos combinando a inovação global em vacinas com uma sólida expertise local para apoiar o acesso das populações que vivem sob risco de chikungunya. Estamos entusiasmados para trabalhar em estreita colaboração com a Eurofarma e com a Anvisa ao longo de todo o processo de análise”, diz Paul Chaplin, Presidente e CEO da Bavarian Nordic.
Vacina conta chikungunya
CHIKV VLP é uma vacina recombinante de dose única desenvolvida com tecnologia de partículas semelhantes ao vírus (virus-like particles – VLP), uma plataforma inovadora que reproduz a estrutura externa do vírus sem conter seu material genético. Dessa forma, as partículas não infectam células, não se replicam e não têm potencial para causar a doença.
Nos estudos clínicos, a vacina demonstrou perfil de segurança favorável e elevada capacidade de induzir anticorpos neutralizantes em diferentes faixas etárias, incluindo adolescentes, adultos e idosos, com resposta imunológica observada rapidamente após a vacinação.
A tecnologia VLP é reconhecida por combinar forte estímulo imunológico com um mecanismo não infeccioso, ampliando as possibilidades de proteção para populações expostas ao risco da doença.
A vacina já foi aprovada para a imunização ativa de pessoas a partir de 12 anos nos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Suíça e Canadá sob o nome comercial VIMKUNYA®.
Contexto epidemiológico
Nos últimos 20 anos, o chikungunya emergiu em diversas regiões da Ásia, África, Europa e Américas. Desde sua descoberta, a chikungunya já foi identificada em mais de 110 países¹.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2025, mais de 490 mil casos de chikungunya e cerca de 200 óbitos foram notificados em todo o mundo².
No Brasil, no mesmo ano foram registrados quase 130 mil casos, com 120 óbitos³, evidenciando a persistência da doença como um importante desafio para a saúde pública.
A chikungunya tem se consolidado como uma arbovirose de impacto no Brasil, sobretudo pelo potencial de cronificação das manifestações musculoesqueléticas e pelo comprometimento prolongado da qualidade de vida dos pacientes.4
Reconhecendo o crescente impacto da doença na saúde pública, o Ministério da Saúde fortaleceu as estratégias nacionais de vigilância, prevenção e resposta às arboviroses por meio do Plano Nacional de Contingência para dengue, chikungunya e zika, reforçando ações de monitoramento epidemiológico, prevenção, comunicação em saúde e preparação da rede assistencial.
Referências
1World Health Organization (WHO). Chikungunya. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/chikungunya
2World Health Organization. WHO Rapid Risk Assessment – Chikungunya virus disease, v.1. https://www.who.int/publications/m/item/who-rapid-risk-assessment—chikungunya-virus–global-v.1
3Ministério da Saúde. Chikungunya. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses
4Ministério da Saúde. Chikungunya: Manejo Clínico. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2025.
5Brasil. Ministério da Saúde. Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika. Brasília: Ministério da Saúde; 2025 https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2025/plano-de-contingencia-nacional-para-dengue-chikungunya-e-zika.pdf
Fonte e foto: Eurofarma