
A Farmarcas, organização responsável por 11 redes de drogarias associativistas, atingiu em novembro um marco que reposiciona o associativismo no varejo brasileiro: R$ 10 bilhões em vendas acumuladas nos últimos 12 meses. O número coloca a companhia e seus associados em um novo patamar de desempenho, impulsionado pela combinação entre expansão acelerada, crescimento orgânico e aumento do valor agregado do mix de produtos comercializados.
De acordo com Edison Tamascia, Presidente da Farmarcas, o resultado reforça a consolidação da rede e projeta o futuro. “É um número de dois dígitos o que sempre é algo representativo. O crescimento do ano foi bastante positivo, 50% acima do que cresceu o mercado, mostrando que as estratégias que estamos adotando estão dando certo”.
Novas inagurações
Tamascia complementa que a Farmarcas conseguiu avançar na abertura de novas lojas, com previsão anual de 148 inaugurações. “Ao mesmo tempo fizemos um processo de depuração, retirando cerca de 60 lojas que não estavam performando como o esperado ou não acompanhavam nossa orientação. Isso mostra que estamos crescendo de forma saudável, com critérios claros e foco na performance. Cada passo que damos é planejado, consistente e alinhado ao nosso objetivo de longo prazo”, afirma.
Apesar de simbólico, o resultado faz parte de um processo maior. A organização, que completou apenas treze anos de operação, projeta alcançar R$ 17 bilhões em faturamento até 2030, em um planejamento estratégico baseado no fortalecimento do modelo associativista com gestão profissionalizada.
“O número é importante, mas não é um fim. Ele representa constância, critérios e maturidade de gestão: o passo necessário dentro de um projeto maior”, afirma Ângelo Vieira, Diretor de Comunicação da Farmarcas.
Estratégia por trás do crescimento
O avanço da Farmarcas não pode ser atribuído a um único fator. O crescimento é fruto de um conjunto de movimentos estruturados, que vão desde expansão por novas unidades até mudanças profundas na gestão operacional e comercial das farmácias associadas. Entre os principais pilares que sustentam o resultado, estão:
1. Abertura de lojas e captação ativa
A Farmarcas deve fechar 2025 com 1.785 farmácias em operação, demonstrando uma expansão acelerada que combina inaugurações individuais e crescimento de redes inteiras. Parte dessa expansão foi potencializada por ações de captação digital, como lives voltadas para atração de novos associados — estratégia que atraiu novos empresários.
2. Crescimento de vendas nas mesmas lojas
Além da expansão física, o desempenho das unidades já existentes também avançou, reflexo do uso de indicadores de performance, suporte administrativo, marketing estruturado e melhorias de gestão comercial.
3. Aumento do valor agregado no mix
O ticket médio das farmácias subiu não apenas pelo reajuste tradicional do preço dos medicamentos. Houve também uma mudança relevante no portfólio, impulsionada pela maior participação de dermocosméticos e categorias premium.
4. Fortalecimento da marca própria
Com participação crescente no mix, a marca própria tornou-se uma alavanca estratégica de margem, fidelização e competitividade. “Marca própria diz muito sobre maturidade. Não é só vender mais: é vender melhor”, reforça Ângelo.
5. Desempenho de mercado e participação
Os números reforçam o crescimento exponencial da Farmarcas frente ao varejo farmacêutico nacional:
- 1,8% do mercado em número de lojas;
- 4,2% em faturamento;
- Crescimento em faturamento de 16,4% no último ano, acima do crescimento nacional de 10,9%;
Entre 2021 e 2025, enquanto o varejo farmacêutico cresceu 59,2%, a Farmarcas cresceu 114,8% – praticamente o dobro do mercado. Esses indicadores mostram que o modelo associativista profissionalizado não apenas cresce, mas supera consistentemente o desempenho do mercado, fortalecendo o posicionamento competitivo da associação.
Associativismo profissional: de pequenos empresários a performance bilionária
Construída sobre um modelo de associativismo profissionalizado, a Farmarcas consolidou uma estrutura que combina a autonomia do empresário local com auxílio para gestão centralizada de alto padrão, inteligência de dados, marketing e suporte técnico.
“O que vemos é a organização do pequeno varejista conquistando escala, estrutura e competitividade. É a prova de que o associativismo, quando profissional, transforma negócios”, destaca Ângelo.
Na prática, o marco de R$ 10 bilhões reforça que farmácias independentes podem competir com grandes redes nacionalizadas, desde que apoiadas por uma plataforma de gestão eficiente, padronizada e orientada por indicadores.
10 bi como marco, 17 bi como destino
Os R$ 10 bilhões não encerram um ciclo, mas o validam. Representam um modelo que amadureceu, escalou e se tornou competitivo o suficiente para estabelecer metas ainda mais ousadas.
Com o resultado histórico, as redes associadas à Farmarcas passam a figurar como uma das maiores forças do varejo farmacêutico brasileiro, sem depender de fusões, capital aberto ou grandes conglomerados — e sim sustentadas pelo empreendedorismo coletivo e organizado.
“Uma empresa de 13 anos, faturando 10 bilhões, é um recado para o mercado. Não é modismo e não é acaso. É planejamento, gestão e o poder do associativismo profissional”, conclui Edison Tamascia.
Fonte e foto: Farmarcas
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