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Gerenciamento por Categoria: o que é e como maximizar resultados?

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Em um mercado cada vez mais complexo e com a concorrência acirrada, o Gerenciamento por Categoria (GC) é uma ferramenta que pode fazer a diferença.

Fatima Merlin Gerenciamento por Categorias

Fátima Merlin, da Connect Shopper. Crédito: Marcello Vitorino

Anteriormente, até pouco tempo, era relativamente simples e fácil atrair, conquistar e reter o cliente.

Afinal, vivia-se em um mundo com poucas opções de marcas e canais. Assim, o shopper era limitado a comprar determinados produtos em determinadas lojas.

Portanto, nesse cenário, os hábitos e comportamentos eram bem delineados e com relativa homogeneidade.

Mas, hoje, a realidade é outra. De acordo com a diretora da Connect Shopper e consultora de varejo e shopper marketing, Fátima Merlin, “em inúmeras categorias, o shopper, hoje, chega a comprar, em média, dois a três fabricantes e diferentes versões. E utilizam mais de três opções de canais de compra, considerando suas necessidades ou diferentes tipos de compra”.

Assim, o shopper está muito mais exigente, seletivo, conectado e com maior poder de compra e de decisão.

Hoje, ele se tornou multicanal e é papel do varejista agilizar o processo de compra e decisão para maximizar os resultados.

Mas, o que é o Gerenciamento por Categoria?

Na prática, o Gerenciamento por Categoria significa administrar, a partir do profundo conhecimento do shopper/consumidor:

  • o mix de produtos,
  • os espaços que eles ocupam,
  • os preços,
  • as ofertas,
  • e as promoções.

De acordo com Fátima, “é importante desmistificar o tema e lembrar que o gerenciamento por categorias pode ser aplicado em quaisquer tipos de varejo, porte ou tamanho. Ainda mais na era omnichannel, onde precisamos estar onde o cliente está, em qualquer canal de venda, da forma que o shopper quer. Ou seja, nesse contexto é ainda mais importante ter esse processo em todos os pontos de contato, garantindo uma experiência prazerosa ao cliente”, afirma.

Antes de mais nada, o objetivo é o de melhorar a experiência de compra e potencializar resultados em vendas e rentabilidade.

Assim, diante desse desafio, a especialista mostra por onde começar na prática do GC. Acompanhe:

Antes de começar o Gerenciamento por Categoria

gerenciamento por categorias revisaoEm primeiro lugar, antes de iniciar o processo de Gerenciamento por Categoria, é imprescindível:

  • definir a estratégia da loja;
  • identificar com clareza o perfil que a loja deseja ter;
  • identificar o público-alvo;
  • verificar o perfil de compra dos clientes.

Essas informações são de extrema relevância tanto para otimizar, como para potencializar e pautar as ações e decisões.

 

Etapas do GC para maximizar resultados

  • 1. Definição da categoria

Para dar início ao processo, é preciso determinar quais os produtos irão compor a solução.

Além disso, é preciso definir qual será o “universo” coberto com a categoria.

Por exemplo, a categoria ‘Baby Care’, pode ter as subcategorias fraldas, cremes para assaduras, chupetas e mamadeiras, entre outras.

  • 2. Papel da categoria

Em resumo, é o papel da categoria que direciona e define o processo e estratégia do sortimento a ser oferecido em todos os aspectos:

  • número de itens,
  • variedade,
  • profundidade,
  • amplitude.

Além disso, o papel da categoria influencia diretamente nas ações promocionais que serão realizadas, da ativação, entre outros.

Assim, é importante definir qual papel a categoria exerce na loja. Os papéis tradicionais são:

  • Categoria Destino (5-7% das categorias):

São essenciais ao shopper. Ele sai de casa especificamente para comprá-las naquela determinada loja.

Por exemplo, numa farmácia, dependendo da estratégia, a categoria destino pode ser ‘medicamentos’.

  • Categoria Rotina (55-60% das categorias):

São importantes para o consumo, fazendo parte da rotina regular.

Por exemplo: higiene pessoal.

  • Categoria Sazonal (15-20% das categorias):

Estas categorias são as que os shoppers adquirem em determinadas épocas do ano.

Por exemplo, os Filtros solares, clássicos no canal farma.

  • Categoria Conveniência (15-20% das categorias):

Estas categorias reforçam a imagem do varejista de “full solution”.

Ou seja, encontro tudo no mesmo lugar. Por exemplo, numa farmácia, podem ser as lâminas de barbear.

Papéis das categorias: análise constante é imprescindível

É preciso ter em mente que os papéis mudam de acordo com as estratégias dos varejistas.

Dessa forma, cada loja oferece uma combinação desses diferentes papéis, sempre levando em conta:

    • a proposta de valor (estratégia) do varejista;
    • o shopper-alvo (perfil, estilo de vida, hábitos e atitudes);
    • oferta da concorrência;
    • a missão de compra.

 

Além disso, vale lembrar que uma mesma categoria pode ter diferentes papéis. Isso depende da somatória destas variáveis.

Portanto, a análise constante é fundamental para maximizar os resultados. Afinal, quando não há estratégia, podem acontecer problemas. Por exemplo, a categoria Destino estar com o mix incompleto, prejudicando as vendas. Ou, ainda, a categoria Conveniência estar com a exposição pouco explorada, perdendo as vendas por oportunidade.

 

  • 3. Avaliação da categoria e cartão de metas

Nesta etapa, é hora de definir as oportunidades para aumentar vendas, lucratividade e retorno sobre investimento.

Para isso, pode-se lançar mão de ferramentas como:

  • estudos e pesquisas (de mercado, consumidor e categoria),
  • análise de dados internos,
  • entre outros.

Além disso, este é o momento de definir os objetivos a serem alcançados e as metas que deseja para cada categoria de produtos na loja. A partir disso, seguir para a criação das estratégias.

  • 4. Estratégia da categoria*

gerenciamento por categoria papel

Após estabelecer os objetivos e metas, é o momento de pensar nas ações necessárias para alcançá-los. Em resumo, as estratégias mais comuns são:

  • AUMENTAR TRÁFEGO:  atrair o consumidor e gerar não apenas fluxo, como também a conversão.
  • AUMENTAR TRANSAÇÃO: aumentar o valor da transação (tíquete médio).
  • GERAR LUCRO: melhorar a margem bruta da categoria.
  • PROTEGER TERRITÓRIO: defender vendas e participação.
  • GERAR CAIXA: aumentar o fluxo de caixa da categoria.
  • CRIAR SENSAÇÃO: gerar senso de urgência e oportunidade.
  • REFORÇAR IMAGEM: reforçar a imagem desejada pelo varejista.

*Fonte: ECR Brasil

  • 5. Táticas da categoria

Agora, este é o momento em que se definem ações específicas para cada categoria. Assim, deve-se levar em conta:

  • a estratégia do varejista;
  • a estratégia e da categoria;
  • o papel que ela assume na loja;
  • e, sobretudo, ter o shopper no centro das decisões.

A saber, são cinco táticas que podem ser consideradas:

Gerenciamento por categorias o que e

  • 6. Implementação e revisão

Por fim, é na fase de implementação que se desenha um plano específico para a “virada da loja”. Além disso, atribui-se responsabilidades para executar todas as ações táticas da categoria.

Mas, vale lembrar que o processo do GC não é estático. Portanto, precisa ser reavaliado e realimentado continuamente.

Assim, para garantir a efetividade do processo, é de extrema importância o monitoramento contínuo. Dessa forma será possível fazer os ajustes necessários no cartão de metas, estratégias e táticas.

Conclusão

O Gerenciamento por Categoria torna-se fundamental num contexto em que é crucial conhecer o cliente, seus desejos, motivações e necessidades. E não apenas isso: é preciso entender seu comportamento e decisões e segmentá-los – identificando o shopper-alvo.

Dessa forma, é possível  ter maior efetividade no planejamento e executar ações mais direcionadas e eficazes.


Portanto, ações como o Gerenciamento por Categoria são responsáveis por estimular e inspirar o cliente a querer e a desejar a uma loja. Além disso, convertê-lo e retê-lo, criando, de fato, um diferencial competitivo.

Então, aproveite esse conteúdo para maximizar os resultados por meio do Gerenciamento por Categorias.

Fonte: Guia da Farmácia

Fotos: divulgação/Shutterstock

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