Governo de SP endurece quarentena no interior, mas mantém capital em fase intermediária

Reclassificação ocorreria apenas em fevereiro, mas foi adianta para esta sexta-feira. As medidas passam a valer a partir do dia 18

O governo de São Paulo irá colocar mais regiões do interior do estado em fases mais duras da quarentena. Por outro lado, a região da Grande São Paulo, que inclui a capital, permanecerá na fase amarela, considerada intermediária.

As medidas passam a valer a partir do dia 18 de janeiro.

De acordo com a decisão tomada em conjunto com o Centro de Contingência do Covid-19, a região de Marília, no interior do estado, irá para a fase vermelha.

Será permitido, então, apenas o funcionamento de serviços essenciais.

O principal indicador que motivou este status é a ocupação de leitos de UTI destinados aos casos graves de Covid-19, que chegou a 83% na última quinta-feira (14).

Além da região do oeste paulista, passam para a fase laranja outras sete regiões: São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto, Araçatuba, Piracicaba, e Taubaté.

Essas cidades estavam, então, na fase amarela.

Permanecem na fase amarela Sorocaba, Registro e Presidente Prudente. Nessas regiões, reside 26% da população total de SP.

A região da Grande São Paulo, por outro lado, permanecerá na fase amarela, considerada intermediária.

Mudanças de regras

Na semana passada, o governo de São Paulo mudou as regras da quarentena no estado para evitar que regiões do estado avançassem para fase mentos mais flexíveis.

Com as novas regras, para que regiões possam ir para a fase verde, a mais flexível do Plano SP, será necessário ter 30 internações por 100 mil habitantes  e 3 óbitos pro 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Antes, o critério utilizado era de 40 internações e 5 óbitos por 100 mil habitantes.

Outro critério, de acordo com o Centro de Contingência, é a taxa de ocupação hospitalar.

Caso atinja 70%, a região já se encaixaria na fase laranja do plano de retomada econômica, ou seja, passa a ter mais restrições.

De acordo com a última atualização do governo estadual, a Grande São Paulo tem 69,02% das UTIs reservadas para a Covid ocupadas. Em todo o estado, a taxa é um pouco menor: 67,3%.

Em novembro, a ocupação estava em 40%.

Vacinação

O aumento de casos ocorre em meio à preparação para o início da vacinação no estado, que permanece, então, prevista para o dia 25.

Na última terça-feira (12), o Butantan anunciou a eficácia global da CoronaVac, que foi calculada em 50,34%.

Para casos moderados, a vacina demonstrou índice de eficácia de 78%.

A taxa global é menor do que os 78% porque inclui casos muito leves de coronavírus.

Ou seja, mesmo que a pessoa tenha se infectado, pode ter sido assintomática ou não ter necessitado de hospitalização.

Nesta sexta-feira, o governo de São Paulo afirmou que encaminhará 4,5 milhões de doses para o centro de distribuição e logística do Ministério da Saúde em Guarulhos.

Durante a fase três do estudo de eficácia, ainda em andamento, 252 pessoas se infectaram:

Cerca de 85 no grupo que tomou a vacina e 167 entre os que receberam um placebo (substância que não gera efeitos no organismo).

A eficácia global é a diferença entre a taxa de infecção daqueles imunizados que foram infectados e os que ficaram doentes e não receberam a vacina.

Todavia, entre os infectados que foram imunizados, ninguém precisou ser internado num hospital.

Anvisa se reúne domingo para definir autorização emergencial de vacina 

Fonte: O Globo

Foto: Shutterstock

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