Grupo DPSP terá R$ 350 mi para novas lojas e tecnologias

Plano de investimento do grupo DPSP, que faturou R$ 11 bilhões em 2020, passa pela abertura de mais 80 pontos de venda neste ano, além da reforma de lojas já existentes e dos centros de distribuição

O Grupo DPSP, dono das marcas Pacheco e Drogarias São Paulo,  quer aumentar sua fatia de mercado e fortalecer sua presença no setor, que a cada dia está mais competitivo no País.

Há alguns anos no centro de rumores sobre uma potencial venda, a resposta da empresa – a segunda maior rede de farmácias do País – virá com a abertura de 80 novas lojas e investimentos da ordem R$ 350 milhões neste ano.

Com uma cadeia formada por 1,4 mil lojas e dez anos depois da fusão entre as duas redes que marcou a criação do grupo, um novo movimento como o realizado no passado está descartado, comenta o presidente da companhia, Jonas Laurindvicius.

Crescimento orgânico do Grupo DPSP

“Também não temos nenhuma intenção de fazer um IPO (oferta inicial de ações na Bolsa). Temos uma geração de caixa suficiente para nossos planos de expansão”, afirma o executivo.

O montante previsto para ser investido neste ano contemplará, portanto, além das inaugurações, reforma das já existentes, dos centros de distribuição e para tecnologia, diz.

A decisão firme de manter o capital fechado está  na contramão de outras empresas do setor, que demonstraram intenção de captar recursos na Bolsa para reforçar o caixa.

E também ter musculatura para crescer, em um mercado ainda com tendência de consolidação.

Concorrentes

E o contexto em que Laurindvicius assume o leme da rede, é de crescimento mais acelerado dos concorrentes.

Ao passo que a DPSP possui um faturamento anual da ordem de R$ 11 bilhões, com crescimento em relação a 2019 de 10%, a líder do setor, a Raia Drogasil (RD), registrou um faturamento de R$ 21 bilhões ano passado, expansão de 15% ante o anotado em 2019.

A RD tem 2,3 mil lojas e um plano mais robusto de crescimento anual, com a previsão de abertura de 240 lojas entre 2021 e 2022. 

Seu valor na Bolsa é da ordem de R$ 40 bilhões.

Ainda de acordo com o ranking elaborado pela Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma), o terceiro lugar é da Pague Menos.

Que abriu seu capital ano passado e com o reforço no caixa adquiriu neste ano a rede Extrafarma, que ocupa a sétima colocação no ranking, o que pode mudar sua posição do tabuleiro.

A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no entanto, se aprovada hoje, faria a rede subir uma posição, desbancando a DPSP da vice-liderança.

Para este ano, a Pague Menos prevê o mesmo número de abertura de lojas do que a DPSP: 80.

Número que quer ver chegar em 120 em 2022.

Mais participação de mercado

Focada na abertura de lojas de rua, hoje o grupo está presente nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais, além do Distrito Federal.

De acordo com Laurindvicius, está nos planos desbravar outros territórios,.

No entanto, isso depois que a empresa alcançar suas metas de participação de mercado em cada região em que já está presente.

Esse número, a empresa não abre, por ser estratégico, também de acordo com o presidente da DPSP.

Estratégia do Grupo DPSP

Para ser competitivo em um mercado com tendência de consolidação, a estratégia tem sido oferecer ao cliente soluções em saúde.

Além de ter a prateleira completa com todo o sortimento necessário,  um ados aliados para fidelizar o cliente tem sido oferecer nas lojas farmacêuticos treinados e instruídos para atender quem chega na loja – tanto para tirar dúvidas, quanto, atualmente para fazer os exames de Covid-19.

De acordo com o presidente do grupo, o farmacêutico sempre foi uma figura importante dentro das lojas, em toda região do País.

E também a procura pelo profissional cresceu ao longo da pandemia.

Rumores

No mercado a possibilidade de venda da DPSP já circulou em mais de um momento, mas haveria uma barreira de ordem societária.

O grupo DPSP pertence à família Carvalho, antigos donos da Drogaria São Paulo, que possui 38%, e à família Barata, dos ex-donos da Pacheco, com 54%. O restante está na mão de fundos minoritários.

A família Barata, contudo, sempre demonstrou resistência em se desfazer do negócio.

A companhia recebeu nos últimos anos mais de uma proposta de compra de 100% da operação, como a do grupo Femsa e da gigante americana CVS, que já foi dona da Onofre, adquirida há dois anos pela Raia Drogasil.

Grupo DPSP celebra os seus dez anos com primeira campanha institucional 

Fonte: Estadão

Foto: Felipe Rau/Estadão

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