GSK e Sanofi retomam testes de vacina contra o coronavírus após revés em ensaio clínico

Em dezembro, a conclusão dos estudos do imunizante foi adiada depois que os resultados da resposta imunológica em voluntários idosos se mostraram insuficientes

O laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) e a farmaceûtica francesa Sanofi anunciaram na última segunda-feira (22) retomam o teste clínico de sua vacina candidata contra a Covid-19.

Em dezembro, a conclusão dos estudos do imunizante foi adiada depois que os resultados da resposta imunológica em voluntários idosos se mostraram insuficientes.

As duas companhias se comprometeram, no ano passado, a fornecer 200 milhões de doses para a Covax Facility, iniciativa global coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) voltada para a universalização de vacinas.

As duas empresas informaram que os ensaios devem chegar à fase final no segundo trimestre.

Se os resultados forem conclusivos, as duas farmacêuticas esperam ver a vacina aprovada até o quarto trimestre — a meta inicial era a primeira metade deste ano.

 GSK e Sanofi retomam teste clínico da vacina

O novo teste, de fase 2, visa avaliar a segurança, a tolerância e a reação imunológica da vacina em 720 adultos saudáveis dos Estados Unidos, Honduras e Panamá.

A candidata da Sanofi e da GSK usa a mesma tecnologia baseada em proteína recombinante das vacinas antigripe sazonais da Sanofi.

Ela contará com um adjuvante, uma substância que atua como um reforço da vacina, feito pela GSK.

De acordo com as companhias, os resultados abaixo do esperado foram causados por uma concentração inadequada do antígeno utilizado na vacina.

No entanto, as duas empresas já trabalham visando a proteção contra as variantes do novo coronavírus.

O estudo testará duas injeções aplicadas com 21 dias de intervalo.

A Sanofi e a GSK já firmaram acordos com a União Europeia, além de Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

A farmacêutica francesa também trabalha em um segundo imunizante candidato com a americana Translate Bio.

Mas, neste caso, a aposta é na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), a mesma das vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e Moderna.

Após o acordo com a Pfizer, a Sanofi se une à J&J para a produção da vacina contra o coronavírus

Fonte: Globo

Foto: Shutterstock

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