
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 29 de julho de 2026, o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, distribuídos entre três empresas: Hypera, SunPharma/Ranbaxy e Ávita Care. Para o varejo farmacêutico, segundo análise do Banco Santander, a aprovação representa a chegada de novos produtos ao segmento de emagrecedores injetáveis, até então dominado por marcas de origem estrangeira.
Hypera lidera com dois registros
Dos cinco registros concedidos pela Anvisa, dois foram direcionados à Hypera. O medicamento Zempneo foi registrado por meio da subsidiária Brainfarma, enquanto o Semavy foi registrado pela subsidiária Cosmed. Segundo o relatório do Santander, a empresa declarou que irá promover ativamente apenas a marca Semavy no curto prazo, sob o guarda-chuva comercial da Mantecorp.
A equipe de visitação médica da Mantecorp conta com 1.200 profissionais, estrutura que, na avaliação do Santander, representa uma vantagem competitiva relevante em relação à Ávita Care, empresa de menor porte e com alcance mais limitado junto a prescritores.
SunPharma e Ranbaxy: parceiros, não concorrentes
A aprovação também contemplou produtos da SunPharma, farmacêutica indiana, e da Ranbaxy, controlada pelo mesmo grupo.
De acordo com o relatório do Santander, o presidente-executivo da Hypera confirmou que a SunPharma é responsável pela produção do Semavy, indicando uma relação de parceria industrial entre as duas companhias. Na avaliação dos analistas, SunPharma e Ranbaxy não devem atuar como concorrentes diretos da Hypera no curto prazo.
GLP-1 e o impacto financeiro estimado
O Santander projeta que a semaglutida pode contribuir com um incremento de 3% a 4% no Ebitda da Hypera nos anos de 2027 e 2028.
Os analistas estimam que o início das vendas do Semavy ao canal farmacêutico (sell-in) e ao consumidor final (sell-out) pode ocorrer até o final de setembro de 2026, prazo alinhado com as expectativas já sinalizadas pela companhia.
O que as farmácias podem esperar
Com a chegada de novos registros ao mercado de semaglutida, o varejo farmacêutico começa a contar com mais opções de abastecimento nesse segmento. O Santander aponta a Hypera e a Ávita Care como os dois novos competidores esperados no mercado brasileiro de semaglutida, além da EMS, que já havia obtido aprovação anteriormente.
O relatório atribui à Hypera uma posição de destaque na corrida pela semaglutida genérica no Brasil, após a expiração da patente da semaglutida, ocorrida em março de 2026. O banco mantém recomendação de “Outperform” para as ações da companhia (HYPE3), com preço-alvo de R$ 29,00.
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