
Atualmente, cerca de 24 mil farmácias, de diferentes perfis e portes, estão conectadas à plataforma do iFood, que traça planos para ampliar essa capilaridade.
“A nossa visão é oferecer um serviço que atenda a todos os perfis de farmácia, entendendo que cada um tem necessidades diferentes. A partir disso, vamos ajustando a operação para ajudar esses estabelecimentos”, afirmou o diretor de Growth do iFood, Victor Blumenthal, ao Guia da Farmácia, durante o iFood Move 2026.
O evento, direcionado a empreendedores de restaurantes e varejo, foi realizado em setembro, no São Paulo Expo, na capital paulista.
A expectativa para 2027 é manter o ritmo de expansão do canal farma na plataforma. De acordo com o executivo, a categoria farmácias cresceu 80% no último ano e a companhia espera manter taxas de crescimento de três dígitos.
Perfil das compras no canal farma
Segundo Blumenthal, os pedidos de farmácias entregues pelo iFood seguem uma operação dedicada. Medicamentos e demais produtos são transportados diretamente da farmácia para a residência do consumidor, sem agrupamento com itens de outras categorias, como alimentos e produtos pet, e contam com rastreamento de ponta a ponta.
“Isso faz com que a entrega da farmácia para o cliente seja rápida, garantindo rastreabilidade e segurança, aspectos fundamentais quando estamos falando de produtos farmacêuticos”, explicou.
A plataforma trabalha apenas com categorias que podem ser comercializadas online pelas farmácias. Entre as principais demandas estão as compras de conveniência e de necessidade imediata, como uma mãe que busca antitérmico para filho com febre, por exemplo. “Atendemos muito esse tipo de missão de compra”, disse Blumenthal. Como curiosidade, o canal farma é o que mais vende no iFood no período da madrugada.
No caso dos medicamentos que exigem condições específicas de transporte, como as canetas emagrecedoras, a dispensação e o acondicionamento adequado são responsabilidade da farmácia, e o iFood realiza a entrega. Segundo o executivo, as vendas de medicamentos GLP-1 pelas farmácias na plataforma apresentam crescimento de três dígitos.
Estoque e operação são desafios
A entrada no delivery, no entanto, exige que as farmácias estejam preparadas para uma operação de comércio eletrônico. Entre os principais pontos de atenção, Blumenthal destaca o sortimento, a profundidade do estoque e a redução de rupturas.
“O ponto positivo é que temos os dados e conseguimos, por meio da relação comercial, ajudar o varejista a identificar onde estão as oportunidades, como identificar os itens que estão faltando na farmácia, por exemplo”, explicou.
Em contrapartida, para as farmácias que já possuem esses processos estruturados, a presença no iFood pode representar uma oportunidade.
“Não existe um número mágico, mas podemos falar em geração de venda incremental. Ao entrar no iFood, a farmácia amplia seu raio de atendimento em cerca de 7 quilômetros, alcançando novos consumidores e aumentando o fluxo de pedidos”, disse Blumenthal.
Foto: Ifood