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Interação entre álcool e antibiótico é prejudicial à saúde

Combinação pode aumentar toxicidade do corpo

Álcool e antibiótico não formam uma combinação positiva. Tanto que, de acordo com a farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti, o álcool é uma droga de metabolização hepática e, portanto, deve ser evitado com medicamentos que usem a mesma via (como os antibióticos macrolídeos e os antifúngicos), além de ser um irritante da mucosa gastrintestinal.

Entre as reações adversas que podem acontecer na interação entre álcool e antibiótico estão:

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  • a excreção do medicamento administrado, diminuindo o tempo que a substância ativa permanece na corrente sanguínea.
  • consequentemente, o comprometimento do intervalo de administração previamente estabelecido.

“Existem antibióticos, antifúngicos e antirretrovirais que os indivíduos não podem de maneira alguma ingerir com álcool, como, por exemplo: Metronidazol, Tinidazol,  Cefotetan, Griseofulvina, Voriconazol, Cetoconazol, Didanosina, Linezolida,– Isoniazida, Rifampicina ou Pirazinamida,  Eritromicina ou Doxiciclina, Nirofurantoina”, explica Maria Aparecida.

Considerando a segurança do paciente, o consumo de álcool deve ser desencorajado durante as 24 horas que antecedem o início do tratamento até 72 horas após a finalização do mesmo. Isso porque o álcool pode prejudicar não só a duração do ativo, como potencializar as reações adversas dos antibióticos. Igualmente, a combinação pode dificultar a resposta do sistema imunológico. A saber, o uso de álcool com alguns medicamentos pode desencadear toxicidade hepática. Nesse sentido, vômitos, palpitações, calor, suor excessivo, dificuldade respiratória, cefaleia intensa e queda de pressão arterial podem estar presentes.

Com o objetivo de apresentar os medicamentos que podem interagir com a pílula, a Contento Comunicação elaborou o E-Book Interação medicamentosa com anticoncepcional. Aqui, você poderá encontrar a explicação correta sobre a diminuição ou corte do efeito da pílula anticoncepcional.

A orientação às pacientes da farmácia, que chegam com diversas dúvidas, é fundamental!

Foto: Shutterstock

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