Interfarma alerta sobre queda na cobertura vacinal e promove campanha de vacinação nacional

Doenças controladas ou já erradicadas podem avançar e causar novos surtos e epidemias no País

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020.

Há quem aponte a pandemia do Coronavírus como responsável pela baixa taxa de imunização, mas este não é um problema novo.

Em 2015, por exemplo,  foi o último ano em que a cobertura vacinal atingiu os 90% de imunizações infantis.

Para ajudar a levar conhecimento sobre o assunto, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, (Interfarma), com apoio da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica (SBMF), inicia neste mês “Esquadrão da Vacina”, uma campanha de vacinação de abrangência nacional.

Ação da Interfarma para manter a vacinação das crianças em dia

A primeira ação do movimento contará com informações enviadas via WhatsApp, além de uma equipe para responder dúvidas da população.

Contará ainda com a participação da Central Única das Favelas (Cufa) para realização de ações em 12 comunidades do país, com uso de outdoor, panfletagem, spots nas rádios comunitárias, carros de som e displays em 120 pontos comerciais.

De acordo com o MS, em 1930 as doenças infecciosas e parasitárias representavam 45,7% dos óbitos do Brasil, índice que caiu para 4,3% em 2010.

Na década de 1980, sarampo, poliomielite, rubéola, síndrome da rubéola congênita, meningite, tétano, coqueluche e difteria causaram 5,5 mil óbitos em crianças de até 5 anos no país.

Enquanto em 2009, foram 50 óbitos.

Assim, apesar dos números inegáveis que demonstram a eficácia e importância da vacina, há muitos pais que se recusam a vacinar seus filhos.

Eles fomentam, dessa maneira, um movimento perigoso que pode colocar em risco a vida das crianças e trazer de volta tais doenças.

Os motivos são diversos.

Desde questionarem a segurança, por temerem os efeitos colaterais, ou por acreditarem que não estão suscetíveis a elas.

Já que muitos nem chegaram a conhecê-las, graças à chegada das vacinas no Brasil e no mundo.

Segurança

Até chegar aos cidadãos, toda vacina licenciada para uso passa antes por um rigoroso processo de produção e avaliação.

Desde estudos e pesquisas, passando por inúmeros testes até ser validada e disponibilizada nos postos de saúde.

Além disso, no Brasil, elas são avaliadas e aprovadas pela  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

E mesmo depois de licenciadas, o acompanhamento de eventos adversos é, portanto, constante, permitindo a continuidade de monitoramento da segurança do produto. 

O Programa Nacional de Imunizações do Brasil é um dos maiores do mundo e disponibiliza na rotina de imunização 19 vacinas, cuja proteção inicia nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida.  

Sarampo: o que é, sintomas, prevenção e tratamento 

 

Fonte: Interfarma

Foto: Shutterstock

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