
O Ministério da Saúde (MS) anunciou nesta quarta-feira (25) que a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 será oferecida no Brasil e que intervalo das doses da AstraZeneca e da Pfizer será antecipado de 12 para 8 semanas.
A saber:
- Data de início: doses devem ser enviadas aos estados a partir de 15 de setembro.
- Público-alvo: idosos com mais de 70 anos e pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos).
- Vacinas usadas na dose de reforço: preferencialmente Pfizer, mas também poderão ser utilizadas as vacinas da AstraZeneca e Janssen.
- Quem deve tomar (dos dois grupos): o reforço vale para quem tomou qualquer vacina usada na campanha de vacinação.
Portanto, a dose de reforço é indicada para os idosos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses.
No caso dos imunossuprimidos, eles devem esperar 28 dias após a segunda dose.
Os pacientes “imunossuprimidos” incluem por exemplo, pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros com o sistema imune fragilizado, o que deixa o paciente mais suscetíveis a infecções.
A pasta informou também que a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca.
OMS também disse que o intervalo entre as doses da Pfizer e da AstraZeneca será reduzido, então, a partir de setembro: passará de 12 semanas para 8 semanas.
Estudos de 3ª dose no Brasil
- Pfizer: investiga os efeitos, a segurança e o benefício de uma dose de reforço da sua vacina, a Comirnaty. O imunizante extra será aplicado em pessoas que tomaram as duas doses completas há pelo menos seis meses.
- AstraZeneca (nova versão): a farmacêutica desenvolveu uma nova versão da vacina que está em uso no país, buscando proteção contra a variante beta. Parte do ensaio clínico prevê que uma dose da nova versão da vacina (AZD2816) seja aplicada em pessoas que receberam as duas doses da versão atual da AstraZeneca (AZD1222).
- AstraZeneca (usada no país): avalia a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da versão original da vacina da AstraZeneca (AZD1222) em participantes do estudo inicial que já haviam recebido as duas doses do imunizante, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações.
- CoronaVac: o grupo será dividido em quatro: 25% vão receber como terceira dose a vacina da Pfizer, 25% da AstraZeneca, 25% da Janssen e 25% da CoronaVac. O objetivo é saber se a terceira dose vai aumentar o número de anticorpos. Os pesquisadores também vão avaliar a segurança dessa terceira dose, possíveis reações, como febre e dor, já que serão testadas vacinas diferentes em cada grupo.
Nos últimos dias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também solicitou mais informações sobre as doses de reforço aos fabricantes das vacinas da Pfizer e AstraZeneca.
Uma reunião com a Janssen também está prevista para esta semana.
“O objetivo é antecipar informações para avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas contra Covid-19 em uso no Brasil”, explicou a agência.
Covid-19: Rio começa a aplicar terceira dose em idosos em setembro
Fonte: G1
Foto: Shuttestock
