Itamaraty confirma importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas na Índia

Laboratório responsável por produzir o imunizante para o Brasil havia afirmado que governo indiano não permitiria a exportação, mas voltou atrás

O Ministério das Relações Exteriores afirmou nesta terça-feira (5) que está confirmada a importação pelo Brasil de 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com Universidade de Oxford que terá o primeiro lote fabricado em solo indiano. A informação foi confirmada pelo Itamaraty.

“Está confirmada a importação de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford produzidas na Índia, com data provável de entrega a partir de meados do corrente mês de janeiro”, informou o ministério, em nota.

A confirmação ocorre após o CEO do laboratório Serum Institute, que produz a vacina da AstraZeneca, afirmar, no último domingo (3), que não haveria permissão do governo local para a exportação dos imunizantes.

Mais cedo, os laboratórios Serum Institute e Bharat Biotech, da Índia, emitiram nota conjunta assegurando o fornecimento global de vacinas contra a covid-19 produzidas no país.

A importação de 2 milhões de doses prontas da AstraZeneca foi autorizada em 31 de dezembro pela Anvisa.

As primeiras 2 milhões de doses, para dar início à vacinação o mais breve possível no país, devem ser importadas da Índia.

Dessa maneira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve produzir a vacina a partir de 20 de janeiro.

A previsão é de entrega de 1 milhão de doses por semana até chegar a 3,5 milhões a cada sete dias.

O primeiro lote da Fiocruz tem previsão de entrega em 8 de fevereiro.

Pedido da Anvisa

Nesta segunda-feira (4), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu à Fiocruz, então, garantias de que vacina de Oxford importada da Índia será a mesma do Reino Unido.

De acordo com a nota da agência, após reunião com a fundação, para a autorização (de uso emergencial), a Agência precisa, então, avaliar os estudos de comparabilidade entre a vacina do estudo clínico, que é fabricada no Reino Unido, com a vacina fabricada na Índia.

Bem como, também, os dados de qualidade e condições de boas práticas de fabricação e controle.

Ou seja, é necessário, também, entender se o produto do fabricante indiano é semelhante ao fabricado no Reino Unido e que teve os dados clínicos aprovados”.

Também na última segunda-feira, a Fiocruz disse que deveria entrar com o pedido de uso emergencial até o dia 5.

No entanto, a afirmação, porém, veio antes da reunião com a Anvisa.

Após falar em veto da Índia, fabricante diz que vacinas podem ser exportadas 

 

Fonte: GZH Saúde

Foto: Shutterstock

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