Libbs produzirá primeiro anticorpo monoclonal no País

O anticorpo é usado em terapia inovadora para o tratamento de câncer e de doenças autoimunes

A farmacêutica nacional Libbs produzirá o primeiro anticorpo monoclonal no País, usado em terapia inovadora para tratamento do câncer e de doenças autoimunes. Após registrar o primeiro biossimilar com o princípio trastuzumabe no Brasil, usado contra o câncer de mama, o laboratório obteve a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o primeiro biossimilar do rituximabe (doenças autoimunes) com fabricação local.

O registro do rituximabeda Libbs,sob a marca Vivaxxia indicado inicialmente para cânceres hematológicos, coroa um projeto que começou em 2013, inicialmente com investimentos de quase R$ 500 milhões, que envolveu a construção da Biotec, fábrica de medicamentos biológicos no complexo industrial do laboratório em Embu das Artes (SP). E é o primeiro de uma série que virá nos próximos anos, de acordo com a diretora de relações institucionais da farmacêutica, Márcia Martini Bueno.

O lançamento do biossimilar do trastuzumabe, sob a marca Zedora, foi focado na divulgação da segurança e na eficácia do tratamento com esse tipo de medicamento. Anos atrás, quando os biossimilares surgiram na Europa, foram recebidos com desconfiança pela classe médica. Em 2017, segundo pesquisa da consultoria IQVIA, que audita as vendas do setor no mundo, cerca de 80% dos médicos já se sentiam confortáveis ou parcialmente confortáveis para prescrever o tratamento.

No Brasil, diz o diretor da unidade de negócios B2B do laboratório, Marco Dacal, os médicos confiam na tecnologia e o mercado ganha cada vez mais competidores. Em um ano, o Zedora tornou-se o primeiro produto em vendas da Libbs, com R$ 180 milhões projetados para 2019 apenas no mercado privado. O laboratório tenta entrar no mercado público, mas ainda não teve êxito.

Outros dois biossimilares em fase de desenvolvimento são o bevacizumabe, que está fase final de estudos e deve ser submetido ao aval da Anvisa no fim de 2020, e o palivizumabe, indicado para bebês prematuros.

Foto: Shutterstock
Fonte: Valor Econômico

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