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Maio Roxo: Doenças Inflamatórias Intestinais prejudicam significativamente a vida de 78% dos pacientes

Pesquisa aponta que diagnóstico correto pode levar mais de 3 anos; apesar da longa jornada, tratamentos adequados podem proporcionar melhora na qualidade de vida e no bem-estar

Dores abdominais, idas excessivas ao banheiro e diarreia são alguns dos sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). Reconhecer os sinais e procurar um médico com rapidez é essencial para um diagnóstico assertivo que propicie o início imediato do tratamento, visando a manutenção ou a recuperação da qualidade de vida dos pacientes.

A jornada que o paciente percorre até chegar a uma solução que atenda sua necessidade ainda pode ser bem longa. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) com mais de 3,5 mil brasileiros portadores dessas condições mostra que 41% deles demoraram mais de um ano para receber um diagnóstico final. Destes, 20% levaram mais de 3 anos e 12% mais de 5 anos, o que, muitas vezes, os impediu de seguir uma rotina normal sem as pausas impostas pela doença ao frequentar uma festa, trabalhar ou até realizar algum trajeto pela cidade. 42% dos entrevistados chegaram a ir até quatro vezes a um pronto atendimento hospitalar com uma crise aguda, antes do diagnóstico final.

“São vários meses de ‘tentativas e erros’ que às vezes começam com um período de negação da doença e menosprezo dos sintomas, passando por inúmeras visitas a hospitais e especialistas até encontrar um que conheça a doença e faça o diagnóstico adequado. A partir daí, inicia-se o período de adaptação ao tratamento, já que a melhora pode não acontecer de forma imediata. O caminho requer muita resiliência e persistência do paciente”, afirma a Dra. Marta Machado, gastroenterologista e presidente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD).

Maio roxo

Dentre os pacientes ouvidos pelo levantamento, 78% relataram impactos significativos na rotina. Para 51%, a DII afetou o emprego e 20% tiveram que se ausentar do trabalho ou estudo por mais de 25 dias. Sobre as crises de dor, 42% tiveram até três no intervalo de dois anos e 18%, mais de 10 crises no mesmo período. 77% dos portadores da doença se preocupam quando a próxima crise irá atacar.

As DIIs são doenças crônicas caracterizadas por inflamações nos intestinos. As principais são a doença de Crohn, retocolite ulcerativa e as colites indeterminadas. Os níveis de sintomas podem ser leves com dores abdominais, diarreia e constipação. Quando mais graves, podem causar sangramentos e/ou muco nas fezes, perda excessiva de peso e anemia.

Apesar das semelhanças em sintomas, a doença de Crohn pode se manifestar em todo o aparelho digestivo (da boca ao ânus), enquanto a retocolite ulcerativa se restringe à mucosa do intestino grosso (reto e cólon). Essas enfermidades afetam principalmente adultos jovens, com prevalência, no estado de São Paulo, de 52 casos a cada 100 mil habitantes e 13 novos casos a cada 100 mil habitantes por ano. O atraso no diagnóstico das DIIs infelizmente é comum, e pode levar ao desenvolvimento de complicações por tratamento inadequado, com necessidade frequente de hospitalizações, cirurgias e, consequentemente, grande impacto na qualidade de vida.

Doenças Inflamatórias Intestinais

As DIIs não têm cura, mas têm tratamento. “A assistência ao paciente deve ser multidisciplinar devido aos episódios depressivos que alguns podem ter pelas constantes crises incapacitantes” explica a Dra. Marta. O tratamento varia pela localização e intensidade da doença. Para sintomas leves, a mudança de hábitos rotineiros, como alimentação balanceada e exercícios físicos periódicos, podem diminuir os incômodos. Contudo, casos moderados e graves necessitam de tratamento que pode ser medicamentoso e também procedimentos cirúrgicos.

Entre as alternativas terapêuticas estão os tratamentos convencionais, como os aminossalicilatos, os corticoides, os imunomoduladores e os antibióticos, e os medicamentos biológicos. Nesta última classe, há três mecanismos de ação diferentes – anti-TNF, anti-integrina e anti-interleucinas 12/23. Os tratamentos biológicos são considerados mais inovadores em comparação ao chamado tratamento convencional. Além disso, são capazes de aliviar os sintomas da doença de maneira rápida e manter a resposta por um período de tempo prolongado. Assim, representando a retomada da qualidade de vida para muitos pacientes com quadros moderados e graves. Atualmente, já existe a disponibilidade de algumas opções de medicamentos biológicos para as DIIs nos sistemas de saúde público (SUS) e privado (por meio dos Planos de Saúde) no Brasil.

Foto: Shutterstock

Fonte: Janssen

 

Não se automedique, consulte um profissional de saúde.

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