Máscaras de tecido ajudam a prevenir novo coronavírus

Publicação da Anvisa traz informações sobre o uso de máscaras caseiras ou artesanais como forma de reforçar a proteção contra o Sars-CoV-2

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última sexta-feira (3/4), um material com orientações sobre a confecção e o uso de máscaras caseiras ou artesanais, feitas com tecido. O objetivo é estimular a população a buscar uma solução de baixo custo e de mais fácil acesso para reforçar a proteção contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A medida visa também evitar que as pessoas comprem máscaras profissionais e, com isso, desabasteçam os serviços de saúde e hospitais onde médicos, enfermeiros, assistentes e atendentes lidam, na linha de frente, com pacientes com Covid-19.

No material há informações sobre que tipo de tecido pode ser usado, quais são os procedimentos de produção, bem como os cuidados e a forma adequada de uso de máscara caseira ou artesanal. Além disso, há advertências sobre a manejo e dicas de limpeza e descarte, bem como outras medidas preventivas contra o novo coronavírus.

De acordo com a Anvisa, qualquer um pode fazer uso de máscaras de uso não profissional, inclusive crianças e pessoas debilitadas. Isso desde que respeitadas algumas regras básicas. Algumas delas são não compartilhar as máscaras e adotar medidas de higiene e de limpeza da máscara, além do descarte adequado.

Máscaras de algodão

A máscara deve ser feita nas medidas corretas para cobrir totalmente a boca e o nariz, sem deixar espaços nas laterais. Deve ser confeccionada com tecido confortável e adaptar-se bem ao rosto, para evitar sua recolocação toda hora.

Para a confecção da máscara, são recomendados tecidos 100% algodão ou cotton. Também pode ser utilizado o “tecido não tecido” (TNT), feito de material sintético. Isso desde que o fabricante garanta que o produto não causa alergia e seja adequado para uso humano. Devem ser evitados os materiais que possam irritar a pele, como poliéster puro e outros tecidos sintéticos.

Prevenção ao novo coronavírus

As máscaras podem ser feitas em casa, mas também podem ser adquiridas no comércio ou diretamente de artesãos. É importante lembrar que seu uso é por um período de poucas horas, em situações de saída da residência, e sempre se respeitando a distância entre as pessoas. Além disso, não devem ser manipuladas enquanto a pessoa estiver na rua e, antes de serem retiradas, deve-se lavar as mãos.

O coronavírus é espalhado por gotículas espalhadas pelo ar, chamadas aerossóis, quando pessoas infectadas conversam, tossem ou espirram. Esses aerossóis ficam suspensos no ar e podem ter sua disseminação diminuída pelo uso de máscaras não profissionais.

Ministério da Saúde compra 240 milhões de máscaras

O Ministério da Saúde adquiriu 240 milhões de máscaras para garantir a proteção de profissionais de saúde no atendimento a pacientes com coronavírus (COVID-19). São 200 milhões de máscaras cirúrgicas 3 camadas e 40 milhões do tipo N95, com investimento de R$ 694,3 milhões. A encomenda totaliza 960 toneladas que devem ser transportadas da China até o Brasil com apoio do Ministério da Infraestrutura. A operação envolverá cerca de 40 voos e começará em duas semanas. As máscaras devem ser suficientes para atender a rede pública de saúde por cerca de 60 dias.

O contrato de aquisição foi assinado com a empresa Global Base Development KH Limited. Diante da pandemia causada por coronavírus, o Ministério da Saúde tem adquirido Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para apoiar os estados e municípios no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), através de contratos com fornecedores nacionais e internacionais. “O Ministério da Saúde não fazia essa operação anteriormente. Agora, essas aquisições em volume significativo, abastecem toda a rede para o combate ao coronavírus e para atividades ordinárias da rede hospitalar”, pontuou o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 53,1 milhões de Equipamentos de Proteção Individual usados por profissionais de saúde, sendo 15,8 milhões só de máscaras. Ou seja, a aquisição feita agora é 1.419% ao total de máscaras já distribuídos a todos os estados do país.

Prevenção ao novo coronavírus: Ministério da Saúde adquire 6,5 mil respiradores fabricados no Brasil

O Ministério da Saúde assinou na noite de terça-feira (07/04) contrato de compra de 6,5 mil respiradores mecânicos, no valor de R$ 322,5 milhões. Os aparelhos serão utilizados no tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus. A aquisição dos aparelhos está sendo realizada de fabricante nacional. A expectativa é de que a entrega de todos os equipamentos ocorra em até 90 dias, sendo quase 2 mil ainda em abril. Os ventiladores ajudam pacientes que não conseguem respirar sozinhos e seu uso é indicado nos casos graves de coronavírus (COVID-19), que apresentem dificuldades respiratórias.

Para a fabricação dos respiradores que serão distribuídos aos estados pelo Ministério da Saúde, a empresa contratada, a Magnamed, vai contar com um grupo de empresas lideradas por Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Flex e Embraer, apoiadas pela Fiat Chrysler Automóveis, White Martins, Veg, e pelos bancos BTG Pactual, Itaú, Febraban (Federação Brasileira de Bancos), entre outros.

A parceria com produtores brasileiros começa com 6.500 respiradores, sendo 5.760 ventiladores de transporte e emergência (aparelho de ventilação pulmonar para reanimação basead) e 740 ventiladores pulmonares eletrônicos neonatal pediátrico e adulto (Oxymag).

Atualmente, o Brasil contabiliza 65.411 respiradores/ventiladores, sendo que 46.663 estão disponíveis no SUS.

Foto: Shutterstock

Fonte: Anvisa e Ministério da Saúde

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