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A fórmula 1 e o desempenho das equipes

Na vida empresarial e nas farmácias, é preciso melhorar, todo dia, a atuação dos funcionários. Todos precisam trabalhar em sincronia

O ano das corridas de Fórmula 1 começa neste mês e sabemos que o nível de competição é um dos mais estressantes. Um calendário de competições e contratos milionários fazem parte desse “circo”, que além da destreza dos pilotos, conta com a participação importante e determinante das equipes. A maioria das corridas é definida nas paradas de box, o famoso pit stop.

As equipes investem parte do orçamento no desenvolvimento dos chefes de equipe, líderes e mecânicos que, além de grande habilidade, precisam de um alto grau de trabalho em conjunto, coordenação, liderança e motivação.
Na vida empresarial e nas farmácias, tudo tem de ser feito da mesma forma. É preciso melhorar, todo dia, o desempenho dos funcionários. Não adianta ter apenas um excelente “chefe de equipe”, é preciso que todos trabalhem em sincronia, de forma a alcançar resultados como num pit stop de Fórmula 1.

Quanto mais cada um puder, quiser, tiver permissão ou for incentivado para o ótimo, melhor será o time como um todo em seu desempenho.

Para desenvolver esse tipo de mentalidade, a maioria das escuderias de Fórmula 1 utiliza o “employeeship” que, de uma maneira simplista, é uma forma de auxiliar o colaborador a se desenvolver por sua própria iniciativa e permanentemente. Uma empresa que adota essa ferramenta como política delega ativamente poder e responsabilidades aos funcionários de forma que eles queiram, por iniciativa própria, assumir poder pelos resultados da empresa. Quando a empresa dá oportunidades para o desenvolvimento pessoal, acaba atraindo e retendo funcionários competentes, criando um ambiente em que todos ficam motivados dando o melhor de si.

Há alguns aspectos dessa ferramenta que as escuderias costumam usar, como: colocar as pessoas em primeiro lugar; ter pessoal qualificado; delegar poder para gerentes e funcionários; administrar para todos. Já os funcionários, têm consciência de que são corresponsáveis pelo sucesso da equipe. Se estiverem dando o melhor de si mesmos, não só a empresa se beneficiará com isso, mas o próprio colaborador será o maior beneficiado.

A cultura do employeeship existe quando todos: trabalham para que o time vença; investem com o coração no sucesso do time; demonstram responsabilidade, lealdade e iniciativa; utilizam suas habilidades e praticam outras para obter flexibilidade; procuram ter o mesmo ritmo e o mesmo vigor; são avaliados em relação a conseguir resultados e a não conseguí-los; praticam à exaustão a sua posição; identificam-se com o foco do negócio; estão dispostos a fazer mudanças instantâneas; têm habilidades profissionais, relacionais e aprendem a compartilhar o sucesso.

A equipe deve ser entendida como “nossa equipe”; deve saber transpor obstáculos; e deve ser uma equipe inteira, para dar seu máximo. O bom líder de equipe é respeitado, ajuda todos a alcançar o sucesso e recompensa o bom desempenho dos colaboradores. Funcionários, gerentes e empresários precisam conhecer esses caminhos para implementar uma verdadeira parceria dentro da farmácia ou drogaria. Essa é a melhor estratégia para se criar um negócio rentável com clientes satisfeitos, serviços de valor reconhecido e funcionários realizados.

Trabalho integrado

Edição 268 - 2015-03-01 Trabalho integrado

Essa matéria faz parte da Edição 268 da Revista Guia da Farmácia.

Sobre o colunista

Silvia Osso

Palestrante e consultora de empresas. Especialista em varejo e autora dos livros destinados ao varejo e serviços denominados "Atender bem dá lucro"; "Administração de recursos humanos em farmácia", "Programa prático de Marketing e Farmácias"; "Liderança para Todos" . Para adquirir os livros, acesse: www.lojacontento.com.br. E-mail: siosso@uol.com.br.

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