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Aleitamento materno é aliado da saúde

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Você já ouviu falar em Agosto Dourado? Trata-se de uma campanha social criada para incentivar a amamentação e ampliar a consciência quanto à importância do leite materno nos primeiros anos de vida dos bebês. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. Isso porque estima-se que a amamentação seja responsável por evitar a morte por causas preveníveis de 13% dos menores de cinco anos de idade em todo o mundo, o que representa seis milhões de crianças por ano.

O poder do leite materno está ligado aos seus diversos benefícios, como melhorar a digestão, auxiliar no alívio das cólicas, desenvolver a inteligência, fortalecer a arcada dentária e reduzir a chance de desenvolvimento de alergias. Os nutrientes presentes no leite também são muitos: anticorpos maternos, hidratação, ferro, gordura na quantidade adequada e eletrólitos.

Além de fundamental para a saúde nos primeiros anos de vida, a amamentação ainda previne uma série de problemas futuros, como obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes

De acordo com o ginecologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu (SP), Dr. Sebastião Pinto Júnior, as vantagens não acabam por aí: “Vão desde o vínculo afetivo entre mãe e bebê, até o desenvolvimento normal dos músculos da face e da fala.”

DICAs DO GUI:
Leites e fórmulas especiais

INDICAÇÕES: por diversos motivos, alguns bebês não podem ser amamentados exclusivamente com o leite materno. Para esses casos, é recomendável o uso de fórmulas ou leites especiais.

PRODUTO IDEAL: a decisão de usar fórmula e a escolha do produto mais indicado deve ser feita em conjunto com médico pediatra que acompanha o bebê e sabe as demandas necessárias que precisam ser supridas.

OPÇÕES DISPONÍVEIS: hoje em dia, o mercado oferece diversos tipos de fórmula infantil. Todas são desenvolvidas para parecer o mais próximo possível com o leite materno. Mas para evitar qualquer prejuízo à saúde da criança, as fórmulas devem ser prescritas por pediatras de forma individualizada.

APRESENTAÇÕES MAIS COMUNS

À base de leite de vaca: com modificações (na quantidade de proteínas, macro e micronutriente), são específicos para cada faixa etária e costumam ser a fórmula de partida usada de 0-6 meses de idade, e de seguimento de 6 meses a 1 ano de idade.

Semi-hidrolisadas: a proteína do leite de vaca é mais processada do que numa fórmula comum para reduzir o risco de desenvolvimento de alergia.

Hidrolisadas: as proteínas são quebradas em partículas bem pequenas, para que a fórmula possa ser ingerida por bebês alérgicos à proteína do leite de vaca.

À base de aminoácidos: em casos de alergia severa à proteína do leite, são as mais recomendadas.

De soja ou sem lactose: essas fórmulas podem ser usadas para bebê com intolerância à lactose ou caso a família siga uma dieta vegetariana de maior restrição.

Fonte: ginecologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu (SP), Dr. Sebastião Pinto Júnior

Um ponto menos abordado sobre o aleitamento materno exclusivo é que ele também traz benefícios para a saúde da mulher. “Até os seis meses, pode agir com um contraceptivo natural, ajuda na perda do peso adquirido na gestação, e quando realizado ainda em sala de parto (imediatamente após o nascimento), favorece a contração uterina e reduz os riscos de hemorragia pós-parto”, conta o Dr. Pinto Júnior.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) indica que o ideal é que o aleitamento materno ocorra pelo menos até os primeiros seis meses de vida. No entanto, as estatísticas apontam que a realidade está distante desta recomendação.

“Apenas 45% das mães fazem amamentação exclusiva até os seis meses e 53% deixam de amamentar logo no primeiro mês de vida do bebê”, afirma a Mentora Gestacional e Terapeuta Holística do Espaço Tavta, Natália Lima.

Grande parte desta desistência está relacionada à desinformação, falta de instrução e desconhecimento da técnica correta de amamentação. Por isso, é tão importante que campanhas de conscientização, como o Agosto Dourado, existam para que o percentual de aleitamento materno chegue mais perto do adequado.

“Normalmente, a mãe que não busca informação correta acaba sofrendo com a pega errada do bebê, levando à fissura no peito e fazendo com que a mulher desista, porque machuca e é incômodo. Outro ponto é a falta de conhecimento sobre como manusear o peito, evitando que o leite empedre e dificulte que o bebê o sugue”, relata Natália.

O estilo de vida atual também contribui para os baixos percentuais de aleitamento materno exclusivo. Sem uma rede de apoio familiar, muitas mães que trabalham fora precisam retornar ao universo profissional de forma precoce. “Os mitos em torno da amamentação e muitos julgamentos externos são fatores que acabam por prejudicar esta prática”, lembra o Dr. Pinto Júnior.

Fonte: Guia da Farmácia
Foto: Shutterstock

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