As dores dos sintomas da dengue

Os meses mais quentes chegam e, com eles, as campanhas contra o Aedes aegypti – o mosquito da dengue

Os principais sintomas da doença são dor muscular, especialmente retro-orbital, cefaleia, aparecimento de gânglios linfáticos palpáveis e pequenos acúmulos de líquido na pleura (membrana que envolve o pulmão) e pericárdio (membrana que envolve externamente o coração).

“A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (entre 39ºC e 40ºC), de início abrupto, associada a dor de cabeça, mal-estar, náuseas, vômitos, falta de apetite e dores nos músculos, nas articulações e atrás dos olhos. Associadas a esses sintomas, podem aparecer manchas avermelhadas pelo corpo, que podem ou não coçar”, explica a infectologista do Hospital Vitória, Dra. Luciana Casadio.

De acordo com o infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Dr. Jacyr Pasternak, existem quatro tipos de vírus da dengue, batizados como dengue 1, 2, 3 e 4. A infecção por um desses tipos imuniza a pessoa contra ele, mas não contra os outros. Ou seja, é possível contrair dengue quatro vezes na vida.

“Em alguns casos, em geral na segunda vez em que o paciente tem dengue, acontece a dengue hemorrágica, com sangramento que pode ser visto na pele – petéquia, pequenas manchas roxas ou em mucosas e pode haver perda de fluídos do sangue para o espaço intersticial, levando à baixa da pressão arterial”, desdobra ele.

O diagnóstico é, inicialmente, clínico-epidemiológico. Ou seja, não há necessidade de exames específicos, principalmente em épocas de epidemias. Um quadro clínico com sinais e sintomas sugestivos de dengue, associados ao hemograma com plaquetas e leucócitos baixos, indica a patologia.

Já o diagnóstico definitivo, explica a Dra. Luciana, pode ser feito com a detecção da proteína viral NS1 até o terceiro dia da doença ou da sorologia para dengue a partir do sexto dia do início dos sintomas. “O resultado positivo ou negativo desses testes deve ser avaliado em conjunto com os sinais, sintomas e outros exames laboratoriais”, frisa ela.

O verão é marcado por epidemias que lotam hospitais e farmácias. Mudanças no cotidiano são o primeiro passo para erradicar o mosquito e acabar com a doença.

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Marco histórico

Edição 300 - 2017-11-01 Marco histórico

Essa matéria faz parte da Edição 300 da Revista Guia da Farmácia.