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Associativismo é caminho para empresários deixarem o vitimismo

Ser associativista ou estar em uma associação não garante o sucesso, mas a chance de alcançá-lo é muito maior

O ambiente corporativo no Brasil é alvo constante de reclamações dos empresários brasileiros. Mas observo que muitos desses estão à procura de uma solução mágica de prosperidade, esperando que os governantes diminuam a carga tributária ou proponham uma lei que beneficie seu segmento de atuação, que o dólar desvalorize quando precisar importar alguma matéria-prima ou produto, ou que valorize quando precisar exportar, por exemplo. E isso é um problema muito sério.

Divido o mundo empresarial em dois grupos: os empresários que vivem em um constante processo de vitimização, assim, se a empresa não vai bem, a culpa do insucesso é do governo, do mercado, da crise etc.

Por outro lado, temos os empresários que são protagonistas de seus negócios, buscando dentro das suas competências soluções para os desafios. Vítimas enxergam tudo como problema; protagonistas enxergam desafios. E isso com certeza faz toda a diferença na vida.

Mas como encarar os desafios? Para os empresários, sobretudo das pequenas e médias empresas, a saída é buscar se associar a agrupamentos, que podem ser no modelo de franquia, licenciamento de marca ou de associativismo. Independentemente do formato, sem dúvida nenhuma a junção de várias empresas em torno de um objetivo comum aumenta a possiblidade de êxito.

Entre os benefícios está o fato desses empresários passarem a conviver de uma forma mais efetiva e afetiva entre si, uma vez que eram, até então, concorrentes, o que faz com que sejam mais empreendedores. Outro ponto importante é que essas empresas unem forças para compras em conjunto, possuem ações de marketing compartilhadas e administração profissionalizada, entre outros aspectos.

Mesmo no associativismo também temos empresários vítimas e empresários protagonistas, e lidar com essa situação é o maior desafio dos dirigentes das associações empresariais. Nos agrupamentos ou redes – como preferir denominar –, a melhoria individual e coletiva dos participantes e suas empresas é visível.

Dados do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC) mostram que de 2.264 lojas vinculadas à Febrafar, foi verificado que 31% dessas farmácias apresentaram crescimento acima da média do mercado, 49% ficaram na linha padrão de crescimento e 20% ficaram abaixo da média.

Os empresários que cresceram igual ou mais que o mercado apontaram, em sua totalidade, que um dos fatores é o aproveitamento da coletividade, ou seja, souberam usar as ferramentas oferecidas pela rede.

No entanto foi observado que os empresários que lideram as empresas que ficaram abaixo do mercado em termos de crescimento não reconhecem que o motivo é a falta de envolvimento da empresa e do próprio empresário nas ações da rede; preferem culpar o mercado e a crise. Eles se fazem de vítima, mas devem ser resgatados.

Todos os empresários que utilizam com competência as ferramentas oferecidas aos seus associados possuem uma chance muito maior de alcançar o sucesso.

Foto: Shutterstock

Contra o tabagismo

Edição 309 - 2018-08-01 Contra o tabagismo

Essa matéria faz parte da Edição 309 da Revista Guia da Farmácia.

Sobre o autor

Edison Tamascia

Empresário do varejo farmacêutico há 40 anos. É presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), da rede de Drogarias Ultrapopular e da administradora de redes Farmarcas