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Cinco dicas para prevenir a prisão de ventre

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Quem nunca apresentou dificuldade de evacuar? Ao contrário do que muitos pensam, a diminuição das idas ao banheiro isoladamente não é capaz de caracterizar um quadro de constipação intestinal, popularmente chamada de prisão de ventre, garante o gastroenterologista, médico assistente da disciplina de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas (HC) e presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Dr. Décio Chinzon.

“Além da frequência, outros fatores devem ser levados em consideração para o diagnóstico de intestino preso. Entre eles, força para evacuar, fezes pequenas e com aparência de ressecadas e duras, sensação de evacuação incompleta e mudança repentina do hábito intestinal.”

Embora cada pessoa tenha seu próprio ritmo intestinal, com evacuações que podem ser mais ou menos frequentes, ficar três dias ou mais sem ir ao banheiro não é um bom sinal.

“Quando o intestino funciona regularmente, a pessoa consegue evacuar de uma a duas vezes por dia ou até pode permanecer no máximo dois dias sem ir ao banheiro, sem qualquer sinal de desconforto ou dor.”

Mais comum em mulheres, o intestino preso tem diversas causas, como dieta pobre em fibras, consumo excessivo de alimentos industrializados, sedentarismo, desidratação, estresse e mudanças na rotina.

“A dificuldade para ir ao banheiro pode aparecer de repente, especialmente em períodos de mudanças na rotina e viagens. Por isso, os hábitos saudáveis são sempre bem-vindos.”

Confira 5 dicas importantes capazes de amenizar a prisão de ventre

1. Alimentação

Alimentos à base de fibra são essenciais para o bom funcionamento do intestino e devem ser consumidos diariamente, como grãos integrais, verduras, legumes e frutas. Entretanto, é importante também reduzir a ingestão de alimentos ricos em açúcares, gorduras, industrializados e ultraprocessados, alerta o Dr. Chinzon.

“Enquanto as fibras solúveis estão relacionadas à adequada formação do bolo fecal, com fezes mais macias e volumosas, as fibras insolúveis aceleram o trânsito intestinal.”

Outra dica do especialista é manter as refeições nos períodos regulares e em ambiente calmo, assim como consumir alimentos enriquecidos com prebióticos e probióticos.

“Esses microrganismos apresentam substâncias que estimulam a movimentação intestinal e também podem ser consumidos por meio de suplementação.”

2. Ingestão de líquidos

Embora a quantidade ideal de líquido dependa da condição climática, idade e nível de atividade física, em geral, é recomendado consumir no mínimo 1,5 litro de água por dia.

Outra dica é que o consumo de fibras sem a ingestão adequada de água pode resultar em efeito adverso. Enquanto as fibras auxiliam na formação do bolo fecal, a água é fundamental para hidratá-lo, evitando seu ressecamento e garantindo um melhor trânsito intestinal, reforça o médico do HC.

“Quando trituramos e coamos as frutas para a preparação de sucos, removemos a maior parte das fibras. Por isso, é sempre mais interessante recorrer ao consumo adequado de água para prevenir a prisão de ventre.”

3. Sedentarismo

A prática regular de atividade física é outra importante aliada ao bom funcionamento do intestino. Na explicação do gastroenterologista, movimentar o corpo de três a cinco vezes por semana no mínimo 30 minutos ajuda na movimentação do trânsito intestinal, evitando a sensação de intestino preso.

“A atividade física, especialmente as aeróbicas, estimulam o movimento peristáltico promovendo o bom funcionamento do intestino.”

4. Controle do estresse

Não só o estresse, mas também a ansiedade, são considerados inimigos do intestino, garante o médico do HC.
“O intestino tem o seu próprio sistema nervoso, diretamente ligado ao cérebro. Portanto, situações de muito nervosismo, irritação ou preocupação costumam refletir diretamente no trânsito intestinal.”

Por isso, é fundamental adotar hábitos saudáveis e sempre reservar um tempinho do dia para relaxar e investir em atividades que geram prazer e bem-estar físico e emocional.

5. Mudança na rotina

Qualquer mudança na rotina pode gerar estresse e ansiedade, fatores que contribuem para a prisão de ventre. Além disso, muitas pessoas deixam de ir ao banheiro em viagens ou passeios por vergonha e preguiça, lamenta o presidente da FBG.

“Não atender à urgência para evacuar pode alterar o hábito intestinal, deixando-o mais lento. Além disso, atrasar a ida ao banheiro favorece o ressecamento das fezes, causando dificuldade e dores na evacuação.”

Fonte: Guia da Farmácia
Foto: Shutterstock


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