
Produzido naturalmente pelo corpo e responsável por garantir firmeza e elasticidade à pele, o colágeno é uma proteína que mantém as células firmes e unidas, prevenindo o aparecimento de rugas, estrias e linhas de expressão, promovendo também a saúde dos cabelos e das unhas.
O colágeno também é fundamental para a formação de tendões, cartilagens e ligamentos presentes nas articulações, prevenindo, assim, o contato entre ossos e seu consequente desgaste.
“É a proteína mais abundante no ser humano e representa mais de 30% do total de proteínas”, conta a farmacêutica industrial e gestora técnica da Biotec, Maria Eugênia Ayres.
Ela explica que o colágeno é uma proteína fibrosa e contém cadeias peptídicas dos aminoácidos glicina, prolina, lisina, hidroxilisina, hidroxiprolina e alanina.
“Essas cadeias são organizadas de forma paralela a um eixo, formando as fibras de colágeno, que proporcionam resistência e elasticidade à estrutura presente”, diz.
Segundo ela, o colágeno é definitivamente tendência tanto na indústria alimentícia quanto na da beleza. “Houve um crescimento global constante em alimentos e bebidas com colágeno na taxa de 33% ao ano”, diz.
No organismo, o colágeno é sintetizado a partir de células modificadas, chamadas fibroblastos, que estão presentes no tecido conjuntivo da derme. “Os fibroblastos são células precursoras do colágeno e se utilizam das proteínas da ingesta para sintetizar colágeno”, esclarece a dermatologista, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e International Fellow da Academia Americana de Dermatologia, Dra. Mônica Aribi.
Riscos na deficiência
Estudos comprovam que a partir dos 25 anos de idade ocorre redução progressiva da produção de colágeno e aumento da sua degradação, conforme conta a dermatologista membro da SBD, Dra. Lilia Guadanhim.
“Esse processo é agravado pelo envelhecimento extrínseco causado principalmente pela exposição crônica e descontrolada ao sol, tabagismo, alterações hormonais, doenças crônicas, dieta e poluição”, diz.
Ela ainda comenta que, na pele, a derme tem a maior concentração de colágeno, especialmente colágeno tipo I, responsável pelas suas propriedades estruturais, estéticas e mecânicas.
A carência de colágeno pode ocasionar flacidez e o aparecimento de rugas e linhas finas. “Quando falamos em cabelos, o colágeno ajuda na resistência, elasticidade e forma uma película protetora contra chapinha, escova, secador e do sol. No caso das unhas, o colágeno atua indiretamente em sua estrutura. A proteína estimula a formação do principal componente das unhas, a queratina. Isso leva ao crescimento de unhas mais fortes, reduzindo quebras e descamações”, diz Maria Eugênia.
Alimentos e suplementação
Os alimentos ricos em colágeno são aqueles à base de proteína, como as carnes vermelhas, brancas e peixes.
“Devemos consumir no mínimo uma porção dessas ao dia. Os vegetarianos ou veganos podem substituir esses alimentos por soja e outras leguminosas”, diz a Dra. Mônica.
No entanto, é preciso ressaltar que o colágeno é uma molécula de alto peso, e não consegue ser absorvido e, portanto, não tem papel biológico. “Para ter efeitos clínicos e possíveis benefícios, o colágeno deve ser hidrolisado (peptídeos de colágeno)”, ressalta a Dra. Lilia.
Vale lembrar que, para aproveitar as proteínas disponíveis nos alimentos, é essencial focar no modo de preparo, visto que esse é um fator que pode fazer com que as substâncias se percam.
“Para evitar que isso aconteça, é necessário o cozimento dos alimentos no vapor por um pequeno período e não armazená-los por muito tempo na geladeira”, recomenda Maria Eugênia.
O colágeno é mais utilizado por mulheres com mais de 50 anos de idade, mas não há uma regra. “O metabolismo começa a desacelerar depois dos 30 anos de idade, portanto, o ideal é iniciar a suplementação com a proteína a partir desse ponto. Além disso, pessoas que não consomem colágeno em uma quantidade satisfatória no dia a dia também precisam inseri-lo como suplemento em sua dieta”, diz.
Ela conta que quando a redução começar a afetar o organismo, alguns sintomas serão notados, como: aumento da flacidez na pele; enfraquecimento dos fios de cabelo e das unhas; celulite; perda de brilho dos fios; rugas e linhas de expressão no rosto; falta de brilho e hidratação na pele; e estrias. “Da estética à reparação óssea, a substância atua principalmente como um aliado contra os sinais de envelhecimento”, reforça a especialista da Biotec.
Segundo a Dra. Lilia, existem duas patentes que têm estudos comprovando seus benefícios: Verisol e Peptan, sendo que o uso deve ser feito por no mínimo três meses, que é a duração dos estudos científicos disponíveis.
“Os estudos de Peptan indicam aumento de até 28% da hidratação, redução de 31% da fragmentação do colágeno dérmico e aumento da densidade da derme. Já os estudos de Verisol indicam aumento médio de 7% da elasticidade da pele; redução média de 20% das rugas perioculares; aumento de colágeno e elastina; redução de 11% das ondulações da celulite; e redução da fragilidade ungueal”, esclarece.
Fonte: Guia da Farmacia
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