Como acontece o glaucoma

De acordo com os dados da Novartis, o diagnóstico da doença passa, necessariamente, pelo entendimento de qual tipo de glaucoma está presente. Existem cinco variações da patologia:

Glaucoma primário de ângulo aberto: os sintomas não são detectáveis até um estágio avançado, a menos que o paciente visite o oftalmologista com regularidade. A pressão intraocular aumenta devagar, devido uma drenagem no líquido ocular menos eficiente que o normal. A córnea se adapta sem apresentar sinais, lesionando o nervo óptico e, consequentemente, provocando uma lenta e progressiva perda da visão.

Glaucoma de pressão normal: é uma forma da doença em que ocorre dano ao nervo óptico, sem elevação da pressão intraocular a níveis superiores do considerado normal. As causas deste tipo de glaucoma ainda são desconhecidas, mas apresentam maiores riscos às pessoas com histórico familiar de glaucoma de pressão normal, pessoas de descendência japonesa e pessoas com histórico de doença cardiovascular.

Glaucoma de ângulo fechado: também conhecido como glaucoma de ângulo estreito, acontece porque o ângulo entre a íris e a córnea é mais estreito do que o normal, dificultando a drenagem do líquido intraocular, causando aumento súbito da pressão dentro do olho. Os sintomas podem incluir dores de cabeça, dor nos olhos, náuseas, arco-íris em torno de luzes à noite e visão muito turva.

Glaucoma congênito: ocorre em bebês e crianças pequenas e é normalmente diagnosticado dentro do primeiro ano de vida. É uma condição rara que pode ser herdada ou causada pelo desenvolvimento incorreto do sistema de drenagem do olho antes do nascimento.

Glaucoma secundário: refere-se a qualquer caso de glaucoma em que outra doença causa ou contribui para o aumento da pressão intraocular. Pode acontecer como resultado de trauma ocular, inflamação, tumor, uso de medicamentos oculares ou sistêmicos, ou em casos avançados de catarata ou diabetes.

“O mais comum e também o mais silencioso é o glaucoma primário de ângulo aberto. Nesse caso, o paciente não apresenta dor ou vermelhidão ocular, apenas baixa de visão progressiva, quando a doença já está muito avançada”, alerta o oftalmologista do Hospital 9 de Julho.

Segundo o oftalmologista do Hospital Samaritano Higienópolis, Dr. Marcelo Cavalcante Costa, o glaucoma pode ocorrer em qualquer pessoa, de qualquer faixa etária, mas incide com mais frequência em pacientes acima dos 40 anos de idade. As pessoas com histórico familiar, ou seja, com pais ou avós que tiveram glaucoma, têm risco maior de apresentar a doença.

“A incidência de pacientes com 40 anos de idade é de 0,67%; com 50 anos de idade, 1,07%; acima dos 70 anos de idade, 6,1%. A incidência aumenta, também, em pessoas negras”, alerta o oftalmologista do Hospital CEMA, Dr. Minoru Fujii.

Foto: Shutterstock

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Polêmica nos fármacos

Edição 306 - 2018-05-01 Polêmica nos fármacos

Essa matéria faz parte da Edição 306 da Revista Guia da Farmácia.