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Como emagrecer de forma saudável

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A temporada mais quente do ano está se aproximando e é natural que as pessoas queiram perder os quilos extras que ganharam durante a pandemia. Enquanto alguns procuram fórmulas mágicas para emagrecer, outros adotam medidas drásticas que eliminam as “gordurinhas indesejadas” em um curto espaço de tempo.

Embora essas medidas possam até funcionar, é importante ter em mente que o “projeto verão” tem prazo de validade. O grande problema desse tipo de medida é não ser duradouro e, na maioria das vezes, resultar no temido efeito sanfona, alerta a nutricionista do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM), Raira Oliveira.

“Não precisamos de um projeto verão, mas de um projeto de vida. Cerca de 95% das pessoas que fazem dietas restritivas voltam a engordar, às vezes, ganhando até mais peso do que apresentavam no início da dieta.”

Com a falta de nutrientes causada pela dieta restritiva, o corpo vai economizar energia para se proteger e, na primeira oportunidade, a pessoa passa a comer em excesso e volta a engordar, explica a nutricionista.

“Portanto, fuja de dietas restritivas, métodos milagrosos e alimentos mágicos. Se existisse solução rápida e eficaz para emagrecer, a quantidade de obesos estaria caindo, o que não é uma realidade no Brasil e no mundo.”
Segundo a endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), Dra. Andressa Heimbecher, a perda de peso em curto prazo resulta em perda de massa muscular, deixando o metabolismo mais lento.

“Além disso, algumas pessoas fazem substituições alimentares incorretas, o que também desencadeia alterações de colesterol, inflamações no organismo e até arritmias cardíacas.”

Portanto, emagrecer de forma saudável significa ter equilíbrio para fazer boas escolhas no dia a dia, garantindo a oferta de todos os grupos alimentares, como carboidratos, proteínas, gorduras boas, vitaminas e minerais, ensina Raira.

“Emagrecer é diferente de perder peso. A perda de gordura corporal demora e envolve mudanças no estilo de vida. Para emagrecer, é necessário estar em déficit calórico – ou balanço energético negativo –, ou seja, utilizar mais calorias do que consumir.”

Na prática, a endocrinologista da SBEM-SP explica que a perda de peso saudável precisa ser gradativa para que a saúde seja preservada. Em números, isso representa eliminar de 250 g a 1 kg por semana, dependendo do peso inicial do paciente.

Afinal, por que perder peso é tão difícil?

É verdade que algumas pessoas parecem ter mais facilidade para aumentar o ponteiro da balança, mas o fato é que, além do fator genético, a falta de atividade física e o alto consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares são suficientes para o ganho dos quilos indesejados, garante a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Ligia dos Santos. “Não existe perder peso de forma rápida e sem sacrifícios. Portanto, as pessoas devem desconfiar das dietas da moda ou de remédios milagrosos.”

A nutricionista do Hospital São Camilo alerta que o uso de medicamentos para emagrecer sem orientação médica pode provocar efeitos colaterais graves, como aumento da pressão arterial, hipertensão pulmonar, Acidente Vascular Cerebral (AVC), aceleração do risco cardíaco, fadiga, glaucoma, diarreia, insônia, boca seca, irritabilidade e cefaleia.

“Os medicamentos só terão eficácia com acompanhamento médico e nutricional, além do uso estar associado com hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos regulares.”

A Dra. Andressa acrescenta que as dietas radicais e restritivas envolvem não só a perda de massa de gordura, como também massa magra, produzindo alguns danos ao organismo, como acúmulo de gordura abdominal e até no fígado.

“O efeito sanfona, ou seja, engorda e emagrece diversas vezes, leva a um fenômeno chamado de sarcobesidade, que é justamente a perda de massa muscular.” Além disso, alimentação muito restrita não fornece a quantidade de nutrientes necessária para as necessidades do organismo, causando prejuízos na qualidade de vida do paciente.

E o que fazer então para evitar o efeito sanfona e suas consequências?
Não tem segredo! O caminho é investir na velha fórmula de reeducação alimentar, atividade física e redução no consumo de alimentos com alto teor de carboidratos simples, como pão branco, arroz branco, massas e açúcares.

Fonte: Guia da Farmacia
Foto: Shutterstock

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