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Cuidados sob o sol

O verão é a temporada em que o corpo está mais exposto às radiações solares e suscetível a outros agentes, por isso precisa de cuidados especiais. Protetor solar e hidratante são alguns dos produtos que devem estar à disposição dos consumidores

Piscina, praia, esportes ao ar livre, férias e toda a liberdade que os meses mais quentes do ano trazem aos adultos e às crianças devem vir, também, com uma preocupação especial com a pele.

Além da exposição solar, o uso intenso de ar-condicionado, a depilação e outras ações são responsáveis por desidratar, queimar e prejudicar a cútis, caso ela não seja cuidada da maneira correta.

De acordo com a dermatologista da Mantecorp Skincare, Dra. Mamy Honda, durante a exposição ao sol existem diversas radiações que atingem a pele: UVB, UVA, a radiação infravermelha e a luz visível. A radiação UVB é aquela que provoca queimadura e é a grande responsável pelo câncer de pele. A radiação UVA é responsável pelo bronzeamento, pelo fotoenvelhecimento e também pelo câncer de pele.

A radiação infravermelha é a responsável pela sensação de calor sentida ao se expor ao sol e existem estudos que a relacionam à maior degradação do colágeno e ao envelhecimento cutâneo. Por fim, a luz visível demonstra uma ação sobre a pigmentação da pele e a produção de radicais livres, também tendo como consequência o envelhecimento cutâneo.

Rotina de uso a ser oferecida aos consumidores

Rosto e corpo

  • Sabonete em barra ou líquido com propriedades hidratantes e não abrasivas.
  • Fotoprotetor facial e corporal alinhado ao tipo de pele (mista, oleosa, seca ou normal) e à necessidade de fotoproteção.
  • Hidratantes fluidos-nutritivos com ação prolongada e absorção rápida para uso diário no corpo e mais específicos para a face.

Depilação

  • Cremes e loções depilatórios: funcionam no nível da haste dos pelos (na superfície da pele). São indolores e fáceis
    de usar.
  • Cera quente ou fria: é considerado o método mais antigo. O pelo é removido por inteiro (pela raiz). Desta forma, o espaçamento é maior entre uma depilação e outra, devido à demora do crescimento dos pelos.
  • Sistema roll-on: é um refil de cera descartável. Dependendo do aparelho aquecedor, é possível controlar a temperatura ideal da cera.
  • Folhas prontas: retiram o pelo desde a raiz. Possuem uma pequena camada uniforme de cera, proporcionando aderência e eficácia na remoção dos pelos.

Fontes: dermatologista e diretora médica da Pierre Fabre, Dra. Ana Coutinho; e gerente de atendimento ao consumidor da DepiRoll no Brasil, Rogeria Pithon

“A radiação solar está presente durante o ano todo. As faixas que chegam à superfície terrestre chegam também à pele. Ao penetrarem, produzem reações que agridem diretamente os núcleos das células, ou indiretamente, através da liberação de radicais livres tóxicos. Estes radicais livres tóxicos produzem diferentes reações biológicas, que variam desde a destruição do colágeno e da elastina presentes na derme até a produção de pigmentação (manchas), que precipitam o envelhecimento cutâneo. Também produzem mutação celular com cancerização e morte celular em longo prazo”, complementa a dermatologista e diretora médica da Pierre Fabre, Dra. Ana Coutinho.

Exatamente por isso, a proteção solar é essencial. Ela deve começar pela escolha do fotoprotetor adequado ao tipo de pele do consumidor (seca, oleosa, mista e normal) alinhado ao fototipo de pele e deve ser resistente à água e ao suor. Cabe ao atendente ajudar na orientação correta do uso do produto.

O protetor solar deve ser aplicado nas áreas expostas pelo menos 15 minutos antes da exposição. Além disso, ele deve ser reaplicado em intervalos de duas em duas horas ou após banhos de piscina/mar ou transpiração excessiva e a pele deve sempre estar seca para que o produto fique aderido perfeitamente a ela.

Ainda que haja informações, é comum encontrar pessoas que estão sofrendo com as queimaduras. Normalmente, as queimaduras solares são de primeiro e segundo graus, mas existem três diferentes graus, segundo informa a Dra. Ana:

  • Primeiro grau: envolve apenas a epiderme, a camada mais superficial da pele;
  • Segundo grau: envolve a epiderme e a derme, camada mais profunda da pele. Forma vesículas e bolhas;
  • Terceiro grau: envolve todas as camadas da pele e os tecidos subcutâneos como músculos, nervos, vasos sanguíneos, tendões etc.

Entre os principais cuidados no caso de queimaduras estão a suspensão imediata da exposição ao calor e ao sol; esfriar o local; manter o local limpo, de preferência com o uso de sabonete para peles sensíveis e alérgicas; e não aplicar substâncias sobre a lesão, principalmente manteiga, óleos, pasta de dentes etc.

“Essas recomendações caseiras para tratar queimaduras não funcionam, podem agravar a lesão e ainda aumentar o risco de infecção no local. Se a queimadura for simples, pequena e superficial, pode não ser necessário atendimento médico. Após o resfriamento e a limpeza da ferida, pode-se aplicar um hidratante tópico e água termal fria. Na maioria dos casos, as queimaduras de primeiro grau regridem após três a seis dias”, frisa a dermatologista da Pierre Fabre.

Além do sol

Apesar de ser a primeira preocupação que vem à mente, o sol não é o único agente negativo nos meses mais quentes. O uso do ar-condicionado acaba sendo comum em grande parte do dia, desidratando a pele, as mucosas e os cabelos.

Os aparelhos agem roubando a umidade do ambiente e, com isso, a lubrificação natural da pele, mucosas e cabelos fica prejudicada. Ocorre perda gradativa da proteção hidrolipídica da cútis, por exposição contínua ao longo do dia, causando ressecamento, descamação, perda do brilho, coceiras e rachaduras.

“O ar-condicionado pode ressecar a pele, facilitando o aparecimento de irritações e coceira. Para evitar que isso ocorra, é preciso deixar a pele bem hidratada e evitar uma exposição excessiva em ambientes condicionados”, diz a Dra. Mamy.

Em relação ao banho, o ideal é que ele não seja tão quente e seja feito uso de hidratantes facial, corporal e labial, além da hidratação oral ser de extrema importância para diminuir os efeitos nocivos do verão na pele.

“A rotina deve incluir sabonetes ou agentes de limpeza que não agridam a pele, que mantenham o pH normal; hidratantes para manter a pele saudável; fotoprotetor é fundamental, adequado para cada tipo de pele; e o uso dos demais cosméticos depende da idade, tipo de pele e alterações que ela apresenta. Em termos de prevenção de envelhecimento é interessante o uso de antioxidantes tópicos que protejam a pele dos danos causados por fatores externos, como radiação e poluição, que são agentes responsáveis pela produção de radicais livres, acelerando o processo de envelhecimento”, resume a dermatologista da Mantecorp Skincare.

Um capítulo à parte

Conforme o comprimento das roupas diminui, cresce a procura por produtos depilatórios. Porém, se a depilação não for feita da maneira correta, a pele das pernas, axilas e virilhas pode ser prejudicada, causando vermelhidão e coceira, entre outros incômodos.

De acordo com a gerente de atendimento ao consumidor da DepiRoll no Brasil, Rogeria Pithon, para ter uma pele bonita e saudável são necessários alguns cuidados antes, durante e após a depilação:

• Escolher o método de depilação que será utilizado e realizar os testes cutâneos conforme as instruções na embalagem. Antes da depilação, a pele deverá estar seca, limpa, sem resíduos de cremes ou suor;

• No caso de aplicação com cera, é necessário manter a pele bem firme e esticada ao efetuar a aplicação, lembrando que não se deve aplicar o produto depilatório sobre as mucosas;

• Para aliviar a sensação de ardência e vermelhidão da pele, pode ser aplicado um finalizador.

“É importante esfoliar a pele 72 horas antes da depilação, pois esse processo remove as células mortas e ajuda a evitar que os pelos encravem, além de aguardar 48 horas para se expor ao sol e usar protetor solar diariamente. Recomenda-se também evitar banhos quentes e ingerir bastante líquido, além de aplicar hidratantes corporais diariamente, para que a pele não fique ressecada”, explica ela.

Foto: Shutterstock

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Edição 312 - 2018-11-01 Aceita app?

Essa matéria faz parte da Edição 312 da Revista Guia da Farmácia.