É hora de profissionalizar

Onde encontrar literatura especializada no varejo farmacêutico?

O empreendedor busca um relatório mais preciso e não consegue, os somatórios do estoque não batem, as vendas estão caindo, o marketing é antiquado, a concorrência está cada vez mais agressiva e o dono da loja já não sabe o que fazer. Todas essas situações mostram que o varejista começa a perder as rédeas do negócio, são indícios claros de que chegou a hora de investir em profissionalização.

Um estudo da GFK Brasil mostra que 84% dos mercados de bairro são empresas familiares, ou seja, o conhecimento e a loja vão passando de pai para filho. Quando isso acontece, a necessidade de se alinhar às novidades do mercado aumenta, caso contrário, a competitividade cai.

“A experiência no negócio é importante, mas a capacitação é fundamental para o empresário e sua equipe de funcionários. Os resultados ficam melhores, as atividades tornam-se mais eficazes, além da retenção de talentos, uma vez que o funcionário percebe que estão investindo para que ele cresça”, enfatiza o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Daniel Palácio.

Para o especialista, o varejista pode começar visitando feiras para se informar sobre as tendências do setor, quais são as ferramentas de gestão mais utilizadas e modelos mais adequados ao seu tipo de loja. Outra maneira é fazer um levantamento de fim de ano sobre as necessidades de treinamento de cada funcionário. Onde se pretende investir e em quais pontos os profissionais precisam melhorar são fatores que precisam estar presentes nesta análise.

Minha equipe

Sabemos que muitos funcionários trocam de emprego por R$ 100 a mais no fim do mês ou por um ônibus a menos. Isso é sinal de que ele não vestiu a camisa, ou seja, não se sente parte da família. A afirmação é da presidente do Instituto de Estudos em Varejo (IEV), Regina Blessa.

“Quando o colaborador percebe que o valorizamos e que proporcionamos a ele um futuro melhor com capacitação, ele começa a sentir que pode crescer na carreira e progredir. Daí ele começa a pensar duas vezes antes de mudar de empresa”, diz, logo, a profissionalização de todos é uma maneira eficaz de manter uma boa equipe de trabalho.

Um exemplo em destaque é a atuação do Sebrae, que ministra palestras, cursos e oficinas gratuitas a lideranças do segmento varejista, gerentes e proprietários, no intuito de que eles repassem o conhecimento adquirido de uma forma simples, clara e muitas vezes sem custos.

De acordo com Palácio, os treinamentos aplicados na própria empresa são conhecidos como “On the job”, em que os funcionários mais experientes ficam responsáveis por ministrar o curso.

Para o médio varejo, que dispõe de um pouco mais de capital para investir em profissionalização, uma saída é a contratação de consultorias especializadas. “O problema é que o pequeno e médio varejo não têm a ‘cultura’ de contratar consultor. O varejista quer: mais lojas, melhorar a logística, reformar lojas antigas. Consultoria não está no topo das prioridades, mas serve justamente para formar as pessoas naquilo que elas não sabem e traz resultados que podem ser mensurados de uma maneira mais concreta”, explica a especialista em gestão de categorias e gestão de varejo da ESPM, Cristina Lopes.

Literatura especializada:
Onde encontrar?

Sites
• Guia da Farmácia
    www.guiadafarmácia.com.br
• Falando de Varejo
    www.falandodevarejo.com
• Sebrae
    www.ead.sebrae.com.br
• Instituto de Estudos em Varejo
    www.iev.net.br
• Treina PDV Farma
    www.treinapdvfarma.com.br

Livros
• Merchandising Farma
    Regina Blessa
• Balconista de Farmácia
    Ana Claudia Naldinho
    Claudia Tereza Caresatto
• Guia de Gerenciamento por Categorias
    Cristina Lopes
• Meu cliente não voltou, e agora?
    Fátima Merlin
• Merchandising e Layout para Farmácias e Drogarias: Impulsionando as Vendas
Tatiana Ferrara Barros
• Gestão Estratégica para Farmacêuticos
    Leonardo Doro Pires, Lenin Cavalcante     
   Brito Guerra e Marcel Lima Ribeiro Dantas

Revistas especializadas
• Guia da Farmácia
• Essencial
• Decnews
• Supermercado Moderno
• Giro News
• Super Hiper
• Super Varejo

Institutos de pesquisa
• Nielsen
• Delloitte
• GfK Brasil
• Fundação Getulio Vargas (FGV)

A presença de uma consultoria vai depender do nível de problemas da empresa. Se a loja vai indo bem e se os proprietários querem apenas fazer reciclagem na equipe, podem assistir a cursos livres e fazer troca de experiências em reuniões. Mas se há algo que não anda bem, o indicado é chamar um consultor especializado em varejo para fazer um diagnóstico do problema, assim ele será resolvido o mais breve possível.

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“Não chame o consultor só para o enterro da empresa. Ao primeiro sinal de problema e risco iminente ao negócio, veja se ele realmente pode ajudá-lo”, completa Regina.
Aprendendo a distância

A modalidade que vem se popularizando cada vez mais é o aprendizado a distância por meio de cursos on-line, alguns exemplos são o Treina PDV Farma e o Academs,  do laboratório EMS, programas de capacitação, criados para qualificar e atualizar o profissional farmacêutico. São formas rápidas e com níveis de investimentos, geralmente, menores do que os cursos presenciais.

Entre as vantagens dessa modalidade, o consultor da empresa Superação Treinamentos e Consultoria, Marcos Sousa, destaca o acesso fácil na hora em que se quer e onde estiver. “O curso se adapta à agenda do estudante e não o contrário. Ele pode ver e rever várias vezes um curso. No caso de alunos tímidos que têm vergonha de perguntar em sala de aula, eles podem enviar suas dúvidas pela internet e tê-las respondidas em seguida”, diz.

Além disso, nesse sistema, o aluno pode adaptar as aulas de acordo com seu ritmo de aprendizagem. Sem falar no preço dos cursos que são menores em função da dispensa de infraestrutura física (prédio) com todos os custos de manutenção. Também permite acesso a locais remotos, em que se encontram alunos interessados que não conseguiriam chegar à cidade onde existe o curso, escola ou universidade.

Em contrapartida, as principais desvantagens são falta de interação pessoal com o professor e com outros alunos, especialmente, troca de experiência. Ainda que existam grupos criados nas redes sociais, uma interação olho no olho e contato humano intensificam as relações pessoais.

“Outra desvantagem é a falta que o professor tem do retorno da turma. Eu, que já ministrei algumas aulas on-line, sei bem como é difícil falar para uma lente de câmera e não ter o feedback imediato de uma turma para medir se está acompanhando o conteúdo ou não”, ressalta Sousa.
Ainda nas formas de aprendizado a distância, o varejista pode se informar por meio da internet e literatura especializada, revistas e livros que auxiliam na hora de encontrar as novas tendências do mercado.

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Rastreabilidade

Edição 272 - 2015-07-01 Rastreabilidade

Essa matéria faz parte da Edição 272 da Revista Guia da Farmácia.

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