
Ou seja, ainda que o medicamento seja usado em dose errada ou para fins equivocados, há a segurança de que o paciente não terá sua saúde danificada.
Nesse sentido, é importante frisar que os MIPs não curam doenças, mas tratam os sintomas que incomodam o paciente, como uma dor de cabeça, azia ou dor muscular. Porém, se os sintomas persistirem, vale a máxima de buscar um médico de confiança.
Essa consciência deve fazer parte de um pensamento que ainda atinge muitos brasileiros: a confusão entre os termos de autocuidado e automedicação. Quando medicamentos que necessitam de prescrição são usados pelo paciente sem orientação, podem expô-lo a efeitos adversos, que podem mascarar uma doença ou até mesmo agravá-la, além de causar intoxicação.
“Aqui, o termo é confundido com a autoprescrição, que é a prática (incorreta) de comprar e utilizar medicamentos tarjados sem a receita de um médico. Por isso, definimos a utilização responsável dos MIPs como sendo uma prática de autocuidado, que está alinhada com a classificação da OMS”, explica Marli.
Para entender melhor a diferença entre o autocuidado e a automedicação, é preciso orientar os consumidores sobre a classificação existente entre os medicamentos:
Tarja vermelha
Necessitam de receita médica, pois são destinados a quadros clínicos que exigem maior cuidado e controle. Alguns precisam que a receita médica seja retida, pois são medicamentos controlados e psicotrópicos, que podem causar dependência e trazer muitos efeitos colaterais e contraindicações.
Tarja preta
São vendidos, também, somente com receita médica, mas necessitam de maior controle, já que podem apresentar mais efeitos colaterais e reações adversas, possuem ação sedativa e podem causar dependência.
Sem tarja
Os chamados MIPs podem ser tomados e adquiridos sem prescrição médica. São indicados para tratar sintomas menores e conhecidos.
Saiba mais sobre o autocuidado, pauta dos hábitos que devem ser adquiridos no dia a dia do indivíduo.
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