Entendendo as diferentes dores no estômago

O desconforto sentido no aparelho gastrointestinal pode ser classificado entre diferentes problemas, como azia, má digestão, prisão de ventre, gases, entre outros. O tratamento certo depende da identificação correta do que cada inconveniente traz ao paciente

O refluxo gastroesofágico, por exemplo, ocorre quando o esfíncter (estrutura muscular que contorna um orifício ou canal natural, permitindo sua abertura ou fechamento) posicionado no interior do esôfago não fecha corretamente. A partir disso, o conteúdo do estômago volta ao esôfago, causando sensação de queimação no tórax ou garganta. Esse é o problema mais comumente chamado de azia.

De acordo com a gastroenterologista do Hospital Moriah, Dra. Nilma Ruffeil, o funcionamento irregular do intestino é chamado de constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre.

“A ‘normalidade’ de frequências de idas ao banheiro pode variar de três vezes ao dia até três vezes por semana, desde que isto seja o habitual para a pessoa e não cause nenhum desconforto”, explica.

O gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês resume os sintomas mais comuns citando os problemas ácidos, além de dores nos mais diversos pontos do abdômen, diarreia e constipação.

Segundo ele, os inconvenientes são provocados por maus hábitos alimentares, estresse e as doenças não previsíveis (congênitas, genéticas, adquiridas de agentes externos, envelhecimento e as de causas desconhecidas).

As particularidades podem atingir, por exemplo, um grupo específico. No caso da constipação intestinal, as mulheres costumam ser as mais atingidas. A gastroenterologista do Hospital Moriah explica que isso acontece por algumas alterações hormonais associadas à fase do ciclo menstrual, além do pudor do uso de banheiro fora de casa.

“Qualquer um de nós pode ter tanto um, quanto vários desses sintomas que, às vezes, podem não ser graves. Não é obrigatoriamente uma doença, pode ser algo pontual. Muito eventual, uma vez a cada três ou quatro meses, é algo pouco relevante”, frisa o Dr. Gil.

O alerta deve acender quando as queixas começam a ser frequentes ou outros sintomas mais graves aparecem. É o caso de sangramento que, mesmo que visto somente uma vez, deve ser investigado. Além da perda de peso, pioras dos sintomas e alterações dos hábitos usuais do paciente.

“Para evitar os problemas, é preciso que a pessoa tenha alimentação saudável e bons hábitos de vida, como não fumar, beber com moderação e evitar o estresse”, cita o Dr. Kondo. Essas pequenas mudanças no dia a dia são muito relevantes para que o paciente minimize ou deixe de sentir os desconfortos.

As reclamações de desconforto no estômago ou ligadas à digestão são comuns e podem ser resolvidas com pequenas mudanças de hábito. Além disso, há medicamentos auxiliares.

Passagem obrigatória

Edição 299 - 2017-10-23 Passagem obrigatória

Essa matéria faz parte da Edição 299 da Revista Guia da Farmácia.

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