
Apesar do pouco tempo em solo nacional, a Megalabs tem conquistado seu espaço com bastante força no País.
A companhia, que começou a trajetória brasileira com a aquisição do Laboratório Daudt, em 2016, avançou com a compra de outras companhias – como a Geyer Medicamentos e a incorporação da linha Medihealth, trazendo corpo ao seu portfólio e se consolidando no varejo farmacêutico nacional.
E nem mesmo a pandemia pela Covid-19 foi capaz de frear o crescimento da companhia. A Medihealth, por exemplo, foi lançada neste ano e fortaleceu os negócios da empresa na área dermatológica. Também em 2020, a Megalabs anunciou uma parceria com a Medterra para trazer seus produtos à base de canabidiol ao País. Hoje, a companhia está presente em todo o território nacional, alcançando, aproximadamente, 40 mil pontos de venda (PDVs).
Em entrevista à revista Guia da Farmácia, o CEO da Megalabs, Marcelo Forti, conta as principais conquistas da empresa ao longo destes quatro anos, dá mais detalhes sobre os últimos investimentos da companhia, as mudanças impostas pelo novo Coronavírus, bem como os legados que este momento de crise mundial deixou para os negócios.
“O que foi fundamental desde o começo foi a equipe de colaboradores que temos. Sem o trabalho e o compromisso de todos teria sido muito difícil enfrentar esta nova realidade”, diz.
Acompanhe, a seguir, os principais momentos desse bate-papo.
Guia Da Farmácia • Há quantos anos a Megalabs está no Brasil? Quais foram as maiores conquistas da empresa desde então?
Marcelo Forti • A Megalabs fez sua primeira aquisição em 2016 e até o ano 2019, operamos como Laboratório Daudt. O lançamento oficial da marca Megalabs foi feito no ano 2019. Nossas maiores conquistas têm sido o crescimento no ranking da indústria farmacêutica, tudo isso impulsionado pela aquisição de novos produtos nos últimos anos como foram: Fisiogel, Sunmax, Umbrella, Perspirex e Pilexil, entre outros.
Guia • A sede da Megalabs está no Uruguai, correto? A empresa já tem operação própria no Brasil?
Forti • Sim, a matriz está situada no Uruguai. Como foi dito, começamos as operações no País em 2016, por meio da aquisição do Laboratório Daudt, a empresa farmacêutica mais antiga e tradicional do Brasil.
Na sequência, em 2019, adquirimos a Geyer Medicamentos, no Rio Grande do Sul e, hoje, temos sedes no Rio de Janeiro (RJ) e em Porto Alegre (RS). Estamos presentes em 18 países de América Latina e temos representações tanto na América do Sul, quando na América Central e do Norte.
Guia • Neste ano, a Megalabs também integrou a Medihealth aos negócios. Como o portfólio da empresa foi fortalecido, agora considerando essas três empresas?
Forti • A Medihealth traz uma linha especializada em dermatologia do Grupo, que até chegar ao Brasil já estava presente em todos os demais países onde a Megalabs atua. Este ano, com o lançamento do produto Umbrella Intelligent, alcançamos a cobertura total da marca ao longo de todo o continente e potenciamos também o nosso posicionamento na divisão de dermatologia.
Somados à linha Medihealth, tanto o Daudt como a Geyer eram laboratórios identificados com a excelência na qualidade de fabricação dos seus produtos. Ambos possuíam um portfólio variado com marcas de tradição bem posicionadas. Isso fez com que a chegada da Megalabs ao País fosse feita por meio da identificação da companhia com o seu objetivo primário, que é oferecer soluções terapêuticas acessíveis para todos, e mantendo os padrões de qualidade que a marca detenta nos mercados em que atua.
Guia • Também no início do ano, a empresa adquiriu as marcas Fisiogel, Sunmax e Clindo no Brasil, México, Chile e Colômbia. O que essas aquisições representaram para a área de dermatologia da companhia?
Forti • Com essas aquisições, a Megalabs fortaleceu o portfólio da linha dermatológica e suas operações nos países citados. A companhia tem uma forte atuação no mercado farmacêutico, sendo a linha dermatologia, representada pela marca Medihealth, uns dos pilares do Grupo em toda América Latina. A incorporação das marcas Fisiogel e Sunmax, que são reconhecidas nacional e internacionalmente, consolidou o posicionamento da companhia não só no mercado de dermocosméticos, como na indústria farmacêutica em termos gerais.
Guia • Hoje, quais os principais carros-chefes da empresa no País?
Forti • A linha Dersani é muito importante para a Megalabs e, recentemente, adquirimos as linhas Fisiogel e Sunmax. Todos esses produtos são relevantes para o nosso crescimento no mercado brasileiro.
Guia • A Megalabs também anunciou, recentemente, uma parceria com a Medterra para levar seus produtos de canabidiol (CBD) conhecidos para o México, a Argentina e o Brasil. Quais as expectativas da empresa com essa parceria?
Forti • O CBD é fabricado a partir de cânhamo industrial certificado e contém zero Tetrahidrocanabinol (THC). Um método avançado de extração de CO2 é aplicado a ele, criando um dos CBDs da mais alta qualidade, garantindo a segurança que os consumidores esperam desses produtos.
Com este acordo, a Megalabs, além de reforçar seu amplo portfólio de produtos, ingressa em um novo segmento terapêutico com cannabis medicinal para tratar dores e ansiedade.
O acordo é importante também, pois em busca de inovação, crescimento e capacidade de oferecer aos pacientes opções adicionais de tratamento, ele une a Megalabs e Medterra.
Guia • Novas aquisições já estão no radar da empresa? Quais devem ser as principais apostas da companhia nos próximos anos?
Forti • A Megalabs aposta crescer no Brasil. Sempre estamos pensando em novas aquisições e lançamentos.
Guia • Há previsão de lançamentos para 2020/2021?
Forti • A expectativa é de poder ampliar o portfólio da linha Umbrella, com outras apresentações já presentes nos mercados da América Latina.
Guia • Como é a parceria da Megalabs com as farmácias brasileiras? A farmacêutica está presente em quantos PDVs?
Forti • Estamos presentes em mais de 40 mil PDVs, com uma presença de nível nas maiores redes de farmácias e distribuidores. Os nossos produtos estão em todos os estados, e temos representação com equipes de vendas em todo o Brasil.
Guia • De que forma a Covid-19 afetou os negócios da empresa? As projeções foram alteradas de alguma forma?
Forti • Tivemos de nos reinventar e pensar em um novo modelo de atenção, tanto ao médico, como aos nossos parceiros comerciais. Adotamos novas práticas e conseguimos manter os contatos e o nosso vínculo com a comunidade médica e o canal farmácia. Inclusive, estreitamos relacionamentos. Afinal, entendemos que este momento é complexo para todos e precisamos estar juntos para seguir adiante e cada um alcançar os seus objetivos.
Guia • Quais os principais legados que a pandemia deve deixar para a companhia?
Forti • Um dos legados mais importantes deixados por esta pandemia tem sido o uso massivo do mundo digital. Nesse sentido, a Megalabs é uma empresa que sempre esteve na vanguarda com ferramentas digitais.
A nossa plataforma tecnológica respondeu da melhor forma, pelo que ultrapassamos esse desafio. Mas o que foi fundamental desde o começo foi a equipe de colaboradores que temos. Sem o trabalho e o compromisso de todos teria sido muito difícil enfrentar esta nova realidade. As crises quando chegam, geralmente, não avisam, e a adaptabilidade se torna um valor fundamental.