
O uso de plantas medicinais no Brasil remonta às práticas ancestrais dos povos indígenas, que descobriram o poder curativo da nossa rica biodiversidade. Essa tradição secular foi transmitida de geração em geração, consolidando-se como parte da cultura de cuidado e promoção da saúde. Atualmente, essas práticas continuam sendo valorizadas, especialmente pelas comunidades que reconhecem as plantas como acessíveis, eficazes e de baixo custo para diversas condições de saúde1 .
A pesquisa científica tem desempenhado um papel essencial na transformação do conhecimento popular sobre plantas medicinais em medicamentos fitoterápicos modernos.
Por meio de estudos rigorosos, os compostos ativos das plantas são isolados, analisados e incorporados em formulações que atendem às normas de eficácia e segurança.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), o setor de fitoterápicos no Brasil não apenas promove saúde, mas também fomenta o desenvolvimento socioeconômico em regiões de baixa renda, aproveitando o potencial de nossa biodiversidade1 .
REQUISITOS DE QUALIDADE E BENEFÍCIOS
Os medicamentos fitoterápicos, embora baseados no uso tradicional de plantas medicinais, seguem padrões rigorosos de controle de fabricação estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)2 . Isso garante:
Qualidade: desde a seleção da matéria-prima até o produto final2 ;
Segurança: redução de riscos, como efeitos colaterais graves ou dependência2 ; e
Eficiência: eficácia comprovada por estudos científicos para diversas condições de saúde2 .
Além disso, os fitoterápicos oferecem benefícios específicos, como menor risco de causar dependência e maior acessibilidade para populações carentes. Estudos demonstram, por exemplo, que os fitoterápicos podem ser usados como aliados no tratamento complementar de condições, como ansiedade, distúrbios do sono e até no desmame de medicamentos, como benzodiazepínicos2 .
Fonte: Guia da Farmacia
Foto: Shutterstock