
Reconhecida pela medicina pelos efeitos positivos que apresenta em pacientes portadores de alergias respiratórias, a lavagem ou higiene nasal vem se popularizando e tornou-se um processo terapêutico e preventivo que deve passar a fazer parte da rotina das famílias.
De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), lavagem nasal é todo procedimento que utiliza soro fisiológico ou outras soluções salinas combinadas com medicamentos de uso tópico para serem aplicadas dentro da cavidade nasal, visando ao tratamento de doenças e resultando na melhora da saúde respiratória e do bem-estar.
“A limpeza feita corretamente previne e diminui as doenças de vias aéreas superiores”, comenta a pediatra e neonatologista Dra. Gabriela Facchini. Segundo ela, a orientação não é apenas higienizar quando as crianças estiverem doentes, afinal, hoje, essa orientação se estende para várias vezes ao dia, conforme a necessidade, tornando-a um hábito.
“Assim, é possível manter a higienização das mucosas, fluidificando a via aérea nasal e diminuindo a inflamação local. A higienização pode ser feita quantas vezes a família achar necessário, até manter toda a via aérea superior limpa”, orienta.
A higienização rotineira evita o acúmulo de muco e secreções, que se alojam nas mucosas, evitando que vírus e bactérias, microrganismos se proliferem, previne e diminui as doenças de vias aéreas superiores.
“Recomendamos o uso de soro fisiológico, com dispositivos adequados. Não há limites para a lavagem, seguindo as orientações para cada faixa etária, inclusive para os bebês”, diz a Dra. Gabriela.
Apesar de importante, nem sempre é simples introduzir o procedimento na rotina das crianças, que podem se apresentar bem resistentes ao processo. E é nesse momento que entra em cena o aspecto lúdico da higiene nasal. Para a Dra. Gabriela, o lúdico deve ser sempre considerado como uma tentativa tanto em relação à lavagem nasal como em diversas outras situações.
“Muitos pais fazem a lavagem em si próprios para demonstrar aos filhos e, para isso, usam objetos e seringas próprias com cores e animais para tornar o processo menos traumático”, comenta.
Fonte: Guia da Farmacia
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