Home office e a rotina de cuidados com a pele

Uso excessivo de celular, computador e televisão durante o home office pode ocasionar manchas escurecidas na pele e envelhecimento precoce

Se o isolamento social se encerrou para algumas pessoas, para outras tantas, a rotina de trabalhar em esquema home office se tornou uma realidade. Embora o trabalho remoto tenha a vantagem de menos exposição à luz solar, à poluição e maquiagem pesada no dia a dia, isso não significa negligenciar ou mesmo diminuir a frequência de cuidados com a pele.

É fato que estamos inseridos em um universo totalmente digital, portanto, é preciso ter em mente que a luz azul emitida pelos computadores, celulares, tablets e laptops é tão prejudicial quanto os raios do sol, alerta a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Dra. Vanessa Perusso.

“As luzes artificiais têm uma capacidade de penetração até maior do que os raios ultravioleta (UV), danificando os tecidos, especialmente da retina. Portanto, essa exposição costuma aumentar a captação de radiação eletromagnética, causando danos também à pele.”

De acordo com a dermatologista do Grupo Pierre Fabre, Dra. Ana Coutinho, os dispositivos eletrônicos causam uma série de alterações na derme, como aparecimento de manchas, aumento do estresse oxidativo com geração de radicais livres, disfunção das mitocôndrias celulares com menor oferta de energia para a saúde das células, menor produção de colágeno tipo 1 e fotoenvelhecimento precoce.

“Portanto, independentemente da exposição solar, o uso diário de protetor solar também protege a pele da luz emitida por lâmpadas e aparelhos eletrônicos.”

No caso de quem trabalha em casa, é importante lembrar que as luzes azuis e infravermelhas têm um comprimento de onda maior do que os raios ultravioleta do tipo A ou B (UVA ou UVB). Portanto, “escolher um filtro solar com cor ajuda a bloquear essa radiação de uma maneira mais eficaz”, ensina a Dra. Ana.

“E, dependendo do tempo em que o paciente se expõe a essas luzes, é necessário reaplicar o produto com a mesma frequência como se estivesse exposto ao sol.”

Medidas preventivas

Embora as janelas de vidro sejam capazes de bloquear os raios UVB, essa proteção não bloqueia a radiação UVA e nem a luz visível, acelerando a incidência de rugas e manchas e até o surgimento do câncer de pele, ressalta a Dra. Vanessa.

“Os danos causados pela exposição solar são cumulativos, ou seja, vêm daquele sol tomado desde a infância. Além disso, a proteção solar é essencial mesmo em dias nublados, pois ainda assim há a incidência de radiação.”

Um ponto de atenção na hora de escolher o produto é que os protetores podem ser formulados com dois tipos de filtros solares: os químicos e os físicos. O filtro químico é feito com substâncias orgânicas que absorvem a radiação e a transformam em uma não prejudicial à pele.

Já o filtro físico é feito com substâncias inorgânicas, principalmente minerais, que criam uma camada protetora sobre a pele, refletindo a radiação. “Sendo assim, os protetores solares mais potentes costumam unir os dois filtros para garantir uma proteção mais completa”, enfatiza a dermatologista da SBD.

Por essa razão, na hora da compra, é importante considerar o tipo de pele – sensível, mista, oleosa, acneica, seca ou extrasseca –, a quantidade de tempo que ficará exposto a algum tipo de luz e a atividade que será realizada.

Felizmente, o mercado oferece uma diversidade de itens, inclusive em pó e com cores, que são considerados multifuncionais, pois além de protegerem contra a radiação solar e a luz produzida por itens elétricos e eletrônicos de uso diário, também funcionam como maquiagem.

Fonte: Guia da Farmácia
Foto: Shutterstock

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Mercado Aquecido

Edição 353 - 2022-04-19 Mercado Aquecido

Essa matéria faz parte da Edição 353 da Revista Guia da Farmácia.