
Com o passar dos anos, as engrenagens que fazem o organismo funcionar harmoniosamente começam a falhar. E um desses problemas que surgem com o envelhecimento é a incontinência urinária, que nada mais é do que a perda involuntária da urina.
As causas para o problema se dividem entre uretrais e vesicais. Nas patologias uretrais, a musculatura da pelve e os mecanismos de sustentação da uretra deixam de funcionar adequadamente, não sendo mais capazes de manter a continência, principalmente quando o paciente faz algum esforço.
Já as causas vesicais estão relacionadas a um mau funcionamento da bexiga, que se contrai na tentativa de expulsar urina (contração involuntária) em momentos nos quais o paciente não quer urinar.
“Doenças neurológicas, envelhecimento, cirurgias e doenças crônicas, entre outras, podem causar alterações tanto na uretra quanto na bexiga, comprometendo a continência”, comenta o mestre e doutor em urologia e coordenador da área de Urologia Feminina do Departamento de Disfunções Miccionais da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Dr. Alexandre Fornari.
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Potencial de mercado
O mercado de fraldas geriátricas faturou R$ 325,6 milhões em 2020, segundo dados do Close-Up International Brasil. “Este mercado cresceu +2.1% em unidades (volume) e +17,2% em Reais Desconto (valores), o que demonstra que a alta do mercado foi impulsionada pelo aumento de preços e pela penetração de competidores com preço premium”, analisa o gerente de contas do Close-Up, Sérgio Oliveira.
Potencial do canal farma
– As grandes redes representam 49,6% das vendas em reais;
– As independentes, 20,7%;
– Associativistas, 19,9%;
– Médias Redes, 4,7%;
– Pequenas Redes, 4,0%;
– Delivery, 0,9% e Conveniadas, 0,2%.
Mix adequado
É composto por roupas íntimas descartáveis, fraldas, lenços, toalhas umedecidas e absorventes geriátricos. A consultora de empresas e especialista em varejo, Silvia Osso, ressalta que é preciso ter a variedade necessária como: indicação de uso; capacidade de absorção da fralda; quantidade de unidades por pacote; tamanho adequado ao peso ou medida de cintura; tecnologias diferenciadas como: barreiras antivazamento; indicador de umidade; neutralização de odores; canais de distribuição de fluidos.
Exposição estratégica
A sócia diretora da Mind Shopper, Alessandra Lima, ensina que para facilitar a escolha do shopper, deve-se:
• Segmentar a exposição por marcas, iniciando o fluxo pelas de maior valor agregado (premiuns) e finalizando com as de baixo preço.
• Dentro das marcas, os produtos devem ser agrupados por tipo (absorventes, roupa íntima e fralda), seguindo a questão do nível de incontinência.
• Vale, ainda, separar os itens por tamanho (GG, G, M e P), do maior para o menor.
• Ponto de atenção! Os tamanhos maiores (G e GG) são os de maior giro e não podem deixar de ser trabalhados nas lojas.
Ele acrescenta que a incontinência urinária é uma das situações que mais comprometem a qualidade de vida dos portadores, levando ao isolamento social, visto que os pacientes se sentem constrangidos caso outras pessoas percebam a perda urinária.
“Do ponto de vista higiênico, especialmente o medo de que outras pessoas percebam o odor relacionado à urina contribui para o isolamento social. Também se sabe que portadores de incontinência urinária comumente apresentam comprometimento da função sexual, baixa autoestima, depressão, entre outros”, enumera.
A ginecologista do Centro de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês, Dra. Helga Marquesini, lembra que a incontinência urinária pode acometer até 50% das mulheres adultas. “Depois da menopausa, as taxas são maiores, tanto por aumento da idade quanto pela situação hormonal. Em maiores de 65 anos de idade, pode acometer 50% das mulheres”, revela.
Mas não são apenas as mulheres que podem sofrer com o problema. Segundo o urologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Dr. Cesar Nadyr Zillo, a condição pode afetar tanto homens quanto mulheres em todas as idades.
DICAs DO GUI:
Tipos de incontinência urinária
De esforço: como o nome já diz, é aquela que ocorre quando o paciente faz algum tipo de esforço, como tosse, espirro, levantar peso, etc. Esse tipo geralmente ocorre em mulheres perimenopausa com gestações prévias ou homens submetidos a cirurgia de próstata.
De urgência: é aquela que ocorre associada a sintomas de urgência miccional, conforme descrito acima. Acomete homens e mulheres em todas as idades.
Mista: ocorre quando há os dois componentes acima.
Insensível: se dá quando não existe nenhum sintoma ou situação associada.
Fonte: mestre e doutor em urologia e coordenador da área de Urologia Feminina do Departamento de Disfunções Miccionais da Sociedade Brasileira de Urologia, Dr. Alexandre Fornari
“A prevalência da incontinência apresenta uma grande variação nos estudos feitos por questionários, sendo de 3% a 17% na população geral e de 8% a 34% nos idosos”, afirma.
Formas de tratamento
O primeiro passo para tratar a incontinência urinária adequadamente é definir a causa. De acordo com a Dra. Helga, o tratamento pode ser por cirurgia, fisioterapia de assoalho pélvico ou medicamentos, ou uma combinação dessas modalidades.
“Para todas as causas, há um alto nível de evidência para mudanças em hábitos de vida e treinamento da musculatura do assoalho pélvico. É importante avaliar, por exemplo, condições associadas e uso de medicamentos que podem piorar a perda de urina, além de modificações no estilo de vida, como perda de peso, ajuste no consumo de líquidos e esvaziamento da bexiga, correção de prisão de ventre e parar de fumar”, esclarece.
Fonte: Guia da Farmácia
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