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O associativismo e o seu crescimento no mercado

Para se manterem competitivas, as redes adotaram inúmeras estratégias, que acabaram proporcionando uma grande mudança no varejo farmacêutico

Meu trabalho, nos últimos anos, permite a convivência com todas as formas de varejo farmacêutico, sejam as farmácias das grandes redes associadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), passando pelas farmácias independentes individuais ou as que são farmácias independentes agrupadas em associativismos; cooperativas; associações de compra; organizações de marketing; licenciamentos ou franquias.

Tenho acompanhado o desenvolvimento dos associativos em busca de profissionalização e posso afirmar que o seu amadurecimento vem crescendo, havendo um empenho dos componentes em seguir os gestores na utilização das ferramentas oferecidas.

Essa minha visão se confirma com os dados publicados pela Abrafarma, mostrando que, gradualmente, a partir de 2012 até 2016, as redes e farmácias associativas ganharam participação no mercado de vendas sobre as lojas independentes. 

Veja os dados abaixo: 

Sabemos que as grandes redes se tornaram cada vez mais fortes dentro do mercado, expandindo seu território por todo o Brasil, principalmente para o Norte e Nordeste do País, e criaram um ambiente muito competitivo para as independentes. Essa crescente expansão e ameaça às independentes fizeram com que elas passassem a adotar estratégias para melhor competir com as farmácias de grandes redes e passassem a valorizar mais o associativismo e outras formas de associação.

Para se manterem competitivas, adotaram inúmeras estratégias, que acabaram proporcionando uma grande mudança no varejo farmacêutico. Assim, hoje, é cada vez mais comum as farmácias independentes se ligarem a algum tipo de associação para tentarem acompanhar parte da profissionalização das grandes redes.

Entre as estratégias absorvidas, valem destacar os aspectos de efetuar compras centralizadas, obtendo resultados mais rentáveis; layoutização e ambientação de lojas; foco na prestação de serviços, visando à fidelização dos clientes usando cartões de relacionamento; o uso do comércio eletrônico e de outras ações diferenciadas, tais como, entregas em domicílio, call centers e convênio com empresas. 

Para incrementar o fluxo de pessoas dentro das lojas, as farmácias passaram também a oferecer serviços, como pagamento de contas de luz, água, telefone e recarga de celulares. Outras estratégias visam ao “atendimento personalizado” e envolvem aferição de pressão arterial, checagem do nível de glicemia, sendo um diferencial na concorrência entre as farmácias.

Outro foco é o controle do estoque de forma profissional, a diversificação do mix de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPC), impulsionada pela busca por maiores receitas, além dos medicamentos; estratégia usada para captar novos clientes, aumentar vendas e enfrentar a concorrência. 

Tenho percebido que os independentes passaram a valorizar e praticar os benefícios de qualificação que sua associação e que a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) oferecem como forma de sobrevivência.

Há muitas modalidades oferecidas, tais como: apoio jurídico e contábil; redução e otimização de custos financeiros, administrativos e operacionais, que são rateados por todos; o ganho na escala da compra, na garantia da qualidade e procedência de produtos não falsificados. 

Ponto de extrema importância também é o acesso às novas tecnologias de ponta e informações tecnológicas, como programas de controles de dados, automação comercial, relatórios financeiros, controle de estoque e curvas de vendas. 

Outra melhoria reside na preparação para a competitividade de mercado; na participação em feiras e eventos; acesso a grandes fornecedores com treinamentos e capacitação empresarial e, consequentemente, maiores lucros.

Com a publicação desses dados, é evidente que quem não se filia a algum tipo de associação ou grupo e quer permanecer isolado tem mais dificuldade para sobreviver e deve, portanto, fazê-lo o quanto antes.

Para os que já se compuseram em algum tipo de associação, parabenizo-os, já que entenderam que o futuro é feito de partes que se somam e que juntos podem ser mais fortes.

Que venham novos e muitos desafios; agora estão maduros para encarar e crescer profissionalizados! Fico satisfeita em fazer parte dessa profissionalização!

20122016

Incremento

Abrafafarma

41%

41,7%

+ 0,7

Outras redes

12,7%

13,9%

+ 1,2

Febrafar/associativas

12,7%

14,8%

+ 2,1

Independentes

33,7%

29,6%

– 4,1

Campanha Preventiva

Edição 288 - 2016-11-01 Campanha Preventiva

Essa matéria faz parte da Edição 288 da Revista Guia da Farmácia.

Sobre o colunista

Silvia Osso

Palestrante e consultora de empresas. Especialista em varejo e autora dos livros destinados ao varejo e serviços denominados "Atender bem dá lucro"; "Administração de recursos humanos em farmácia", "Programa prático de Marketing e Farmácias"; "Liderança para Todos" . Para adquirir os livros, acesse: www.lojacontento.com.br. E-mail: siosso@uol.com.br.

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