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O perfil das mulheres na era do empoderamento feminino

Cuidar da família e da carreira já são fatores intrínsecos à realidade da mulher moderna. Mas para que tudo isso ocorra, as preocupações com a saúde e a aparência não são deixadas de lado. Conheça o perfil das brasileiras

Elas já são maioria no País. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira é composta por 51,6% de mulheres e 48,4% de homens. Apesar disso, o caminho a ser percorrido em direção à igualdade de gênero, onde homens e mulheres desfrutem dos mesmos direitos e oportunidades em todas as dimensões, ainda é longo para essa fatia da população.

Liberdade, autonomia para tomada de decisões, igualdade de gêneros. São diversas as lutas que as mulheres enfrentam ao longo da vida, mas, aos poucos, elas têm conseguido delimitar seu espaço e diversas conquistas. Para a geração mais madura, constituída por homens e mulheres com 55 anos de idade ou mais, 46% delas e 17% deles acham que há diferença de remuneração, conforme mostra a pesquisa Mulheres na Liderança, da HayGroup. Entre os mais jovens, a sensação de desigualdade no ambiente de trabalho é mais latente. De acordo com a consultoria, apenas 33% das mulheres e 8% dos homens com 25 anos ou menos acham que não há desigualdade de remuneração entre os gêneros.

Hoje, a população feminina representa mais de 49% do mercado de trabalho mundial, segundo dados da Organização Mundial do Trabalho (OIT), e o relatório da International Business Report (IBR) – Women in Business, da Grant Thornton, de 2016, aponta que o índice de mulheres em cargos de CEO e de diretorias executivas no Brasil chegou a 16% em 2017 (em 2016, o indicador era de 11% e, em 2015, de 5%). O talento das mulheres também é cada vez mais reconhecido pelas empresas. Um levantamento da consultoria McKinsey, do início de 2018, aponta que empresas que possuem mulheres na liderança têm 21% a mais de chance de ter desempenho financeiro acima da média.

Preocupações com a beleza

CABELO:

Fonte: pesquisa do IBOPE Inteligência, encomendada pela Imedeen

PELE:

Comportamento de consumo

De acordo com uma pesquisa da Nielsen, realizada em 2016, sobre o comportamento de consumo da mulher brasileira, o grupo de mulheres classificado como “vaidosas” representa 36,4% da população feminina e gasta 48% acima da média das mulheres com produtos de cuidado pessoal, com uma frequência 17% maior. Elas têm de 19 a 35 anos de idade e estão localizadas, principalmente, no Nordeste brasileiro, no Leste (Minas Gerais + interior do Rio de Janeiro) e na Grande São Paulo. Costumam comprar mais no meio da semana e, de preferência, nos canais porta a porta, perfumaria e farmácia. Elas também podem ser engajadas por promoções bem efetuadas, levando, por exemplo, um xampu maior com um condicionador menor. Neste caso, acredita que o xampu acaba mais rápido, então, consegue perceber o custo-benefício desse tipo de embalagem. Por questões de desembolso, esses kits são mais importantes para os níveis socioeconômico mais altos.

Principais influenciadores nas compras

Pouco mais da metade das brasileiras (64,8%) admitem que já mudaram seus hábitos de compra por conta das redes sociais, segundo indica o estudo O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras, do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Dessa forma, o fato de acompanhar posts, dicas e comentários teve algum efeito sobre o cotidiano e comportamento de consumo dessa mulher, fazendo com que ela passasse a comprar produtos sugeridos ou mudasse algumas práticas do dia a dia. Os dados apontam ainda que as redes sociais são utilizadas por 94,3% das entrevistadas, que também usam esses meios para divulgar suas opiniões sobre os produtos comprados. Mais da metade das mulheres entrevistadas (52,6%) costumam fazer avaliações ou comentários na internet sobre os produtos que compram, sendo que três em cada dez (32,4%) o fazem independentemente de a compra ter sido considerada boa ou ruim; e 20,2% somente quando o produto é ruim. Considerando os diversos canais que são utilizados para obter informação, o estudo do SPC Brasil e da CNDL revela que a internet já ultrapassou parte dos meios mais tradicionais, como jornais e revistas, assumindo um papel cada vez mais importante na vida das brasileiras. Ainda assim, a televisão lidera, sendo mencionada por 68,4% das entrevistadas. Logo após foram citados o Facebook (64,7%), o WhatsApp (48,0%) e os portais de notícias (42,0%). 

Mulheres cuidam mais da saúde

Para cumprir dupla ou tripla jornada, conciliando, muitas vezes, trabalho, estudos e família, é natural que as mulheres estejam com a saúde em dia. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, apontou, por exemplo, que 71,2% dos brasileiros haviam se consultado com um médico pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à entrevista. Entretanto quando o recorte do estudo avalia homens e mulheres separadamente, essa porcentagem sobe para 78% entre elas, e cai para 63,9% entre eles. Já a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), também de 2015, realizada em parceria entre o MS e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que avaliou o perfil dos usuários de planos de saúde no País, apontou que a frequência de adultos fumantes é menor entre o público feminino (5,4% contra 9,5%) e que o excesso de peso também é mais baixo entre elas (45,9% contra 60,4%).
Esses cuidados maiores se refletem, inclusive, na expectativa de vida das brasileiras. Segundo dados da Tábua de Mortalidade 2016, divulgada pelo IBGE, elas vivem mais do que homens. Enquanto a expectativa de vida da população masculina, em 2016, era de 72,9 anos, a das mulheres atingiu 79,4 anos. Segundo análise feita na época pelo próprio IBGE, esses números refletem os altos níveis de mortalidade, principalmente de jovens, por causas violentas, que incidem diretamente na esperança de vida ao nascer da população masculina. Especialistas da área também acreditam que pelo fato de as mulheres frequentarem mais os serviços de saúde desde mais jovens – tanto para evitar a gravidez quanto para fazer o exame pré-natal –, elas tendem a aprender a importância da realização de avaliações clínicas e de exames desde cedo. Já os homens, de modo geral, são estigmatizados como indestrutíveis e fortes, acreditando, assim, que os problemas de saúde nunca vão ocorrer.

Foto: Shutterstock

Elas já são maiorias

Edição 315 - 2019-02-02 Elas já são maiorias

Essa matéria faz parte da Edição 315 da Revista Guia da Farmácia.

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