Oportunidades diante da crise

As principais inovações são aquelas capazes de atrair novos adeptos para uma marca ou categoria

Análises da Kantar Worldpanel afirmam que, de todas as marcas que tiveram ascensão no Brasil, 81% ganharam penetração (atraíram mais consumidores) no ano móvel outubro 2015 versus outubro 2014. 

Das que se retraíram, 76% perderam penetração no mesmo período. Outra conclusão do estudo foi a de que mesmo as marcas líderes, que já atingem boa parte dos lares, têm oportunidades de crescimento – 11% da população não compra o creme dental líder, por exemplo, o que equivale a seis milhões de lares. 

Nesse sentido, a inovação é fundamental para estar presente entre as preferências do consumidor. “As principais inovações são aquelas capazes de atrair novos adeptos para uma marca ou categoria (penetração). Assim, lançamentos fortemente positivos são capazes de aumentar penetração e frequência, gerando vendas incrementais e mais duradouras, contribuindo para o desenvolvimento da marca”, afirma Ana Cristina. E a indústria de higiene pessoal no País está atenta a esse movimento. Segundo a pesquisa, essa categoria se destaca em lançamentos quando comparada a outros países, como Reino Unido ou China.

Seguindo na análise das oportunidades, o estudo apurou que 2,7% de toda a cesta de 2014 era composta de lançamentos. No ano seguinte, o número quase dobrou, chegando a 5,3%. Os dados referentes a 2015 são do NPD, novidade da Kantar Worldpanel que avalia o nível de inovação no Brasil. 

“As embalagens maiores – conhecidas como econômicas – se destacam porque o consumidor desembolsa mais num primeiro momento, mas o produto sai por um valor unitário inferior. Na embalagem menor, o consumidor gasta menos na hora da compra, levando para casa uma quantidade reduzida de produtos, muitas vezes para não ter de abandonar a categoria”, explica Fátima. 

As primeiras conclusões do produto apontam que a maior parte dos lançamentos no País são elementos novos para a categoria, aqueles diferentes dos existentes (47,5%); seguidos de nova combinação, que compreendem os que já existem na categoria e surgem sob outra marca (43,9%); e não novo, que trazem alguma alteração, como mudança de tamanho de embalagem (8,7%). 

Aliás, diante da crise, o consumidor também ficou mais criterioso para decidir por qual embalagem irá optar na hora da compra. Assim, aquelas que unem conveniência e que trazem maior acessibilidade, seja por menor desembolso ou por tamanho econômico, ganham importância. 

“As embalagens maiores – conhecidas como econômicas – se destacam porque o consumidor desembolsa mais num primeiro momento, mas o produto sai por um valor unitário inferior. Na embalagem menor, o consumidor gasta menos na hora da compra, levando para casa uma quantidade reduzida de produtos, muitas vezes para não ter de abandonar a categoria”, explica Fátima. 

Ana Cristina cita que, entre algumas das embalagens que tiveram destaque, estão a do tipo refil em sabonete líquido (+500 mil novos lares); e promopacks para xampu e condicionador (+1,5 milhões de novos lares), comparando o ano móvel junho 2016 versus 2015. 

Foto: Shutterstock

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Brasileiro deixa a desejar

Edição 297 - 2017-08-01 Brasileiro deixa a desejar

Essa matéria faz parte da Edição 297 da Revista Guia da Farmácia.

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